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Anvisa aprova novas indicações para Gazyva e Repatha

Um medicamento passa a ser indicado para nefropatia membranosa primária, e o outro, para reduzir o risco cardiovascular por meio da queda do colesterol LDL

Por Redação 06/11/2026 09h09 - Atualizado em 06/11/2026 10h10
Anvisa aprova novas indicações para Gazyva e Repatha
: Anvisa aprova novas indicações para Gazyva e Repatha - Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas indicações de medicamentos: o Gazyva (obinutuzumabe), para adultos com nefropatia membranosa primária (NMp), e o Repatha (evolocumabe), para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica. As decisões constam da Resolução 4.249/2026, publicada em 28 de outubro no Diário Oficial da União (DOU).


Gazyva e a nefropatia membranosa primária


A inclusão da indicação do Gazyva seguiu os critérios de priorização da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.001/2025. O medicamento é um anticorpo monoclonal humanizado anti-CD20, que reduz os linfócitos B e, com isso, a atividade autoimune associada à doença.


A NMp é rara e provoca proteinúria (excesso de proteínas na urina) e síndrome nefrótica, com risco de evoluir para doença renal crônica e insuficiência renal. Segundo a Anvisa, a remissão, especialmente a completa, é fundamental para preservar a função dos rins e garantir melhor prognóstico a longo prazo.


Repatha e a doença cardiovascular


O Repatha passa a ser indicado para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou de alto risco, com o objetivo de reduzir o risco cardiovascular por meio da queda do LDL-C, o chamado colesterol ruim. O medicamento já era usado para reduzir o LDL-C.


A doença cardiovascular aterosclerótica engloba condições como a doença arterial coronariana, a doença cerebrovascular aterosclerótica e a doença arterial periférica, que estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade cardiovascular.


Mesmo com estatinas, ezetimiba e intervenções não farmacológicas, uma parcela expressiva dos pacientes continua com o LDL-C elevado e com risco cardiovascular residual.


A aprovação se baseou em um estudo multicêntrico, realizado em 745 centros de 33 países, que avaliou 12.257 pacientes de alto risco, sem histórico de infarto ou AVC, com acompanhamento médio de 55 meses.