Nacional

Institutos Federais devem chegar a mil unidades em todo país, diz ministro da Educação

Ministro Leonardo Barchini prevê entrega da unidade de número 800 até o fim de 2026 e destaca investimentos na educação pública e impactos das apostas on-line sobre estudantes

Por Redação 04/11/2026 16h04
Institutos Federais devem chegar a mil unidades em todo país, diz ministro da Educação
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou, no programa Bom Dia, Ministro, a meta de ampliar em mais 200 unidades a rede de Institutos Federais (IFs) - Foto: Diego Campos/Secom-PR

A rede de Institutos Federais (IFs) deve alcançar mil unidades em todo o Brasil, com a criação de mais 200 instituições. A previsão foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira (4). Segundo ele, o Governo Federal pretende entregar a unidade de número 800 até o fim de 2026.

O planejamento da expansão já começou no Ministério da Educação (MEC) e considera as características econômicas e sociais das localidades que poderão receber novas unidades. A proposta é definir os cursos a partir das necessidades de cada região, com participação das comunidades.

“Uma coisa muito importante do Instituto Federal é que os cursos ofertados dialogam com a comunidade. Então, o que a comunidade precisa, qual a mão de obra necessária para aquela localidade, é discutido em audiências públicas e, só então, são lançados os cursos vocacionados para aquela região”, afirmou o ministro.

Barchini destacou que a ampliação dos institutos é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os diferenciais da rede está o modelo de ensino verticalizado, que permite ao estudante iniciar a formação no ensino médio integrado ao ensino técnico e continuar os estudos na graduação, no mestrado e no doutorado, dentro da mesma área de conhecimento.

Investimentos


Durante a entrevista, o ministro também abordou a retomada dos investimentos na educação federal. Segundo ele, entre 2016 e 2022, o orçamento do Ministério da Educação sofreu uma redução superior a R$ 120 bilhões, período em que obras foram paralisadas e a expansão da rede federal ficou interrompida.

A partir de 2023, o Governo Federal retomou os investimentos e ampliou a rede em 100 unidades. Foram destinados mais de R$ 4 bilhões à consolidação dos Institutos Federais, além da construção de mais de 270 restaurantes estudantis. O MEC também liberou 15 mil vagas para técnicos na rede federal de ensino, que inclui institutos e universidades.

“É muito importante que a gente não tenha cortes na educação. Por isso a importância do presidente Lula, que é um presidente que se preocupa muito com a educação, para que a gente possa continuar esse processo de expansão oferecendo uma educação pública gratuita e de qualidade para os brasileiros”, disse Leonardo Barchini.

Fim das Bets


Outro tema abordado pelo ministro foi o impacto das apostas on-line na vida acadêmica e financeira dos estudantes. Segundo Barchini, alunos do ensino médio já enfrentavam riscos de comprometer recursos recebidos pelo programa Pé-de-Meia com apostas, situação que também prejudicava a concentração e o rendimento escolar.

Os efeitos, conforme pesquisas mencionadas pelo ministro, também atingiram o ensino superior privado. Quase 1 milhão de estudantes que já frequentavam faculdades particulares tiveram dificuldades para pagar as mensalidades em razão das apostas. Outros mais de 1 milhão enfrentaram obstáculos para ingressar na graduação por causa de dívidas relacionadas às bets.

“Então aquela pessoa que estava planejando entrar numa faculdade, reservar um dinheirinho para uma mensalidade, não estava entrando também, porque estava com problema, havia apostado, estava com esse problema de vício das bets”, afirmou.

Na avaliação de Barchini, o fim das apostas terá consequências positivas para a educação, e a medida deve ser mantida. O ministro também defendeu uma atuação conjunta do Governo Federal para enfrentar o endividamento já acumulado pelos estudantes.

O MEC acompanha a situação em diálogo com instituições privadas de ensino superior e atua em parceria com os ministérios da Saúde e da Fazenda para tratar dos impactos das apostas.

*Com informações da assessoria