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Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear ouro ilegal na Amazônia
A iniciativa faz parte do Programa Ouro Alvo, que conta com apoio do Fundo Amazônia no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas)
Com o objetivo de intensificar o combate ao garimpo ilegal e aos crimes ambientais na Amazônia, a Polícia Federal (PF) inaugurou nesta terça-feira (3) o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. O novo espaço foi instalado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília.
A iniciativa faz parte do Programa Ouro Alvo, que conta com apoio do Fundo Amazônia no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas).
O programa dispõe de R$ 318,5 milhões em recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), para ampliar as ações de inteligência, fiscalização e repressão ao crime organizado na região.
Por meio da análise e do registro de características de jazidas brasileiras, o Ouro Alvo busca criar referências científicas capazes de determinar a procedência do minério. A tecnologia vai permitir comparar amostras de ouro apreendido com registros oficiais, fornecendo evidências para investigações e operações de fiscalização. Além de identificar a exploração ilegal, a iniciativa pretende inibir novos crimes ligados à mineração irregular e ao desmatamento associado.
Os recursos do programa financiam a aquisição de equipamentos para análises minerais e de mercúrio, máquinas, materiais e estruturas destinados à preparação, caracterização e armazenamento de amostras. O plano está estruturado em quatro eixos de atuação e envolve, além da PF, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e os governos dos nove estados da Amazônia Legal.
“Este laboratório representa um avanço fundamental no combate ao garimpo ilegal. Estamos fortalecendo a capacidade da Polícia Federal de rastrear a origem do ouro, produzir provas científicas e combater os crimes ambientais, permitindo ao Brasil alcançar resultados históricos na redução do desmatamento”, afirmou Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou: “O combate ao garimpo ilegal na Amazônia é uma prioridade do governo do presidente Lula. A identificação do ‘DNA do ouro’ fortalece a rastreabilidade do mineral, dificulta a ação de organizações criminosas e amplia a capacidade de fiscalização. Essa iniciativa reafirma o compromisso com a proteção do meio ambiente, a defesa dos territórios impactados pela atividade ilegal e a construção de uma economia sustentável e inclusiva”.
O apoio do Fundo Amazônia ao Programa Ouro Alvo garante a estrutura necessária para análise e armazenamento de amostras no centro de referência em perícia criminal vinculado ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília.
