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Ministro de El Salvador destaca modelo de Bukele em evento na Fiesp

O ministro relatou que, anteriormente, o país vivia sob um "Estado criminal paralelo", com organizações criminosas que controlavam territórios, cobravam extorsões e mantinham estruturas armadas

Por Sputnik Brasil 31/08/2026 17h05
Ministro de El Salvador destaca modelo de Bukele em evento na Fiesp
Foto: © Foto / Governo de El Salvador

Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, defendeu nesta segunda-feira (31) o modelo de segurança implementado pelo presidente Nayib Bukele durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Villatoro afirmou que El Salvador superou uma "epidemia de crime" e, segundo ele, tornou-se a nação mais segura das Américas. O ministro relatou que, anteriormente, o país vivia sob um "Estado criminal paralelo", com organizações criminosas que controlavam territórios, cobravam extorsões e mantinham estruturas armadas. "As organizações criminosas exerciam funções legítimas do Estado nos territórios que controlavam", explicou.

De acordo com dados do governo salvadorenho, o país registrou 3.962 assassinatos em 2015 e apenas 32 em 2025. Villatoro também destacou a redução da impunidade em homicídios, de 97% para zero. "A partir do ano passado, não existe um assassinato que não tenha sido levado para a Justiça. Ou seja, a impunidade no país em questões de assassinatos, hoje em dia, eu posso lhes garantir que é zero", declarou.

O ministro atribuiu os resultados ao regime de exceção decretado em março de 2022, ao endurecimento das leis e à reestruturação do Judiciário.

Villatoro rebateu críticas de organizações internacionais de direitos humanos, que apontam torturas, detenções arbitrárias e prolongamento do regime de exceção. Ele classificou esses críticos como "pseudo-defensores de direitos humanos" e citou a aprovação popular de 90% ao presidente Bukele como respaldo às medidas adotadas.

Congresso

O senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), também participou do evento e anunciou que, se eleito, construirá um presídio estadual de segurança máxima. Segundo ele, a unidade terá "cárcere duro, celas individuais, sem celular, sem chance de fuga, contato do preso com o mundo externo monitorado para a neutralização dos piores criminosos do Paraná".

"Nós vamos batizar esse presídio de El Salvador em homenagem à experiência de El Salvador", afirmou Moro.

O candidato ao Senado Guilherme Derrite (PL-SP) destacou o primeiro caso de denúncia formal baseado na Lei Anti-Facção, aprovada em 2026. "É um integrante do Comando Vermelho de apelido Pio, ele foi denunciado formalmente, foi a primeira denúncia com base na lei anti-facção", disse Derrite.

Segundo ele, o acusado exercia liderança de organização criminosa no Rio de Janeiro e mantinha domínio territorial por meio de "barricadas em vários pontos dessa comunidade, para exercer controle e exploração de atividade econômica".

A denúncia apresentada pelo Ministério Público inclui agravante previsto no parágrafo primeiro da Lei Anti-Facção. "Isso pode aumentar a pena dele de 2/3 até o dobro", explicou Derrite. Com isso, Pio pode ser condenado "por até 80 anos de prisão e, como líder da organização criminosa, pode ter que cumprir 85% da pena em regime fechado".

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, defendeu a importância do debate sobre segurança pública e destacou o papel ativo da entidade. "A importância da indústria não nos leva a ter uma preocupação maior com o país. Se o Brasil não for bem, não há como a indústria do Brasil ir bem", afirmou.

Por Sputnik Brasil