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Novo relatório médico mostra que remédios deixam Bolsonaro mais cansado e sonolento

Defesa envia pareceres ao STF apontando melhora na pressão arterial e redução das crises de soluço, mesmo com os efeitos colaterais persistentes da medicação

Por Redação com agências 12/07/2026 17h05
Novo relatório médico mostra que remédios deixam Bolsonaro mais cansado e sonolento
Bolsonaro - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou novos relatórios médicos ao STF sobre o estado de saúde atual do ex-presidente. Segundo os documentos, ele tem apresentado fadiga, sonolência e certa instabilidade no equilíbrio corporal, sintomas que os médicos atribuem aos efeitos colaterais dos remédios que ele usa. Nos últimos dias, ele esteve um pouco mais cansado e indisposto, mas isso não significa piora geral no quadro.

Os dois pareceres anexados ao processo caminham na mesma direção: ambos afirmam que Bolsonaro mantém um quadro de saúde parecido com o da semana anterior, sem novas queixas graves.

O relatório semanal, assinado pelo médico Brasil Caiado, descreve uma certa estabilidade nos sintomas, com evolução satisfatória e sinais progressivos de melhora. Os avanços mais visíveis, segundo o documento, estão no controle da pressão arterial e na redução das crises de soluço, resultado de um ajuste na medicação que começou há cerca de um mês.

Mesmo com essa evolução, o médico reforça que o ex-presidente ainda convive com efeitos colaterais persistentes por causa dos remédios. Pra lidar com isso e evitar acidentes, principalmente quedas, Bolsonaro segue uma rotina que inclui dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados voltados também pro controle do refluxo gastroesofágico.

Como foi a fisioterapia na semana


O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas também enviou seu próprio relatório, detalhando duas sessões realizadas com o ex-presidente. Na segunda-feira (6), Bolsonaro apresentou boa mobilidade e conseguiu fazer as atividades funcionais normalmente, sem nenhuma queixa de dor.

Já na quinta-feira (9), três dias depois, o profissional notou mais cansaço e indisposição durante o atendimento. Mesmo assim, o ex-presidente conseguiu completar os exercícios propostos. No fechamento do relatório, o fisioterapeuta avalia que Bolsonaro está bem, sem dores agudas, e recomenda que o tratamento atual continue sendo seguido.

O contexto por trás desse acompanhamento


Vale lembrar que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, decisão que foi expedida em 3 de julho. E essa não foi a única movimentação envolvendo o ex-presidente na última semana. Na quarta-feira (8), a Polícia Federal fez uma operação de busca e apreensão na residência dele, apreendendo uma escopeta que constava como a última arma ainda registrada em nome de Bolsonaro.