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Caso Orelha: Polícia Civil transforma adolescente em testemunha e afasta suspeita inicial em SC

Investigações sobre agressão a cão comunitário em Florianópolis avançam na região

Por Redação com CNN Brasil 01/02/2026 12h12
Caso Orelha: Polícia Civil transforma adolescente em testemunha e afasta suspeita inicial em SC
Cachorro Orelha foi brutalmente espancado por adolescentes em Santa Catarina - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito de participação nas agressões contra o cachorro Orelha passou a ser considerado testemunha no inquérito. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

De acordo com as autoridades, após a análise do material reunido pela investigação, o jovem não aparece em nenhum dos conteúdos que embasam o caso. Além disso, a família apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, no período em que ocorreram os fatos apurados.

A Polícia Civil também confirmou que já ouviu um dos adolescentes que ainda não havia prestado depoimento e que outro envolvido deve ser interrogado nos próximos dias. Data, horário e local não foram divulgados para não comprometer o andamento das investigações.

Segundo os investigadores, até o momento não foram encontrados indícios que confirmem a hipótese de que os maus-tratos ao cão comunitário tenham sido cometidos por grupos criminosos que utilizam redes sociais para promover supostos “desafios” entre jovens.

Orelha foi brutalmente agredido no dia 4 de janeiro e, devido à gravidade dos ferimentos, acabou sendo submetido à eutanásia. Inicialmente, quatro adolescentes eram tratados como suspeitos no caso. Paralelamente, a Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha durante as investigações.

As autoridades também descartaram a informação de que os adolescentes investigados tenham tentado afogar outro cachorro na mesma região, um cão conhecido como Caramelo.

Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nomes, idades e localizações dos adolescentes não são divulgados, uma vez que o procedimento tramita sob sigilo absoluto.