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MPF acompanha recuperação de manguezais na Ilha do Lisboa, em Maceió

Projeto prevê intervenções para recuperar a circulação da água e favorecer a regeneração da vegetação nativa

Por Redação 06/10/2026 16h04
MPF acompanha recuperação de manguezais na Ilha do Lisboa, em Maceió
MPF acompanha ações de restauração de manguezais na Ilha do Lisboa, na Laguna Mundaú - Foto: Comunicação MPF/AL

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma visita técnica à Ilha do Lisboa, na Laguna Mundaú, em Maceió, para acompanhar a execução das ações de restauração de manguezais previstas pelo Projeto Aflora Mangue. A iniciativa faz parte das medidas de reparação ambiental estabelecidas após a atuação do órgão em relação aos danos provocados pela mineração de sal-gema na capital alagoana.

A atividade contou com a participação das procuradoras da República Juliana Câmara, Julia Cadete e Roberta Bomfim, além de representantes da Braskem e das equipes responsáveis pela execução do projeto. Durante a visita, foram apresentados os serviços já realizados, as técnicas utilizadas e as dificuldades encontradas em diferentes pontos da ilha.

Na área, a previsão é recuperar aproximadamente 25 hectares de manguezal. O Plano Executivo elaborado pela Tetra Tech estabelece medidas como o plantio de espécies nativas, controle da vegetação invasora e adequação de canais mareais.

Também estão previstas intervenções voltadas à melhoria da circulação da água, além de ações de manutenção e monitoramento das áreas restauradas. O acompanhamento ambiental deverá continuar por cinco anos após a implantação das medidas.

Entre os pontos observados pelo MPF esteve a abertura dos canais mareais, estruturas que ajudam a restabelecer a circulação das marés em áreas onde as condições atuais dificultam a regeneração natural do manguezal.

A intervenção permite que a água salobra da Laguna Mundaú e os sedimentos voltem a alcançar determinados trechos da ilha. A medida também contribui para a drenagem de áreas que permanecem alagadas, favorecendo a reconexão entre fragmentos de manguezal e a criação de condições para o desenvolvimento da vegetação.

O planejamento prevê a abertura de aproximadamente 5,6 quilômetros de canais mareais. Na maior parte dos trechos, as estruturas terão cerca de um metro de largura e entre 30 e 50 centímetros de profundidade, seguindo a declividade natural do terreno.

Em pontos específicos, também estão previstas intervenções para retirar barreiras que atualmente dificultam a circulação da água. As atividades são realizadas com licenças ambientais e acompanhamento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).