Municípios
Funcionários da Verde Alagoas denunciam descaso com acordo coletivo
Empresa minimiza greve, diz que operação segue normal e evita detalhar negociação
A greve dos trabalhadores da empresa Verde Alagoas continua sem avanço nas negociações entre a concessionária e o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. O movimento paredista, iniciado na última quarta-feira (14), afeta os serviços administrados pela empresa em 27 municípios do Litoral Norte e da Zona da Mata alagoana.
A categoria cobra o cumprimento das cláusulas previstas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2025. Segundo o sindicato, a empresa tem se recusado a avançar nas discussões e rejeitado tentativas de mediação feitas pela Justiça do Trabalho.
Os urbanitários também denunciaram uma suposta tentativa de intimidação durante a mobilização. De acordo com a entidade sindical, a presença de policiais no local do protesto teria sido utilizada para pressionar os trabalhadores e enfraquecer a greve.
“A presença da polícia não dispersou os trabalhadores, mas confirmou a escalada da empresa contra o direito constitucional de greve”, afirmou o sindicato em nota. O movimento reivindica melhores condições de trabalho, respeito aos profissionais e avanços no atendimento prestado à população.
A presidenta do sindicato, Dafne Orion, criticou a postura da concessionária durante as negociações. “A empresa tem demonstrado total falta de compromisso com o diálogo e com os direitos dos trabalhadores, ao optar por não negociar de forma responsável mesmo diante de uma proposta de mediação judicial”, declarou.
Segundo a categoria, além da ausência de avanços nas cláusulas sociais, os trabalhadores acumulam perdas salariais, cenário que intensificou a insatisfação entre os funcionários.
Em nota divulgada à imprensa na quinta-feira (14), a Verde Alagoas informou que mantém diálogo com o sindicato e que os serviços seguem funcionando normalmente nas cidades atendidas pela empresa, incluindo o município de União dos Palmares.
A concessionária afirmou ainda que equipes continuam realizando atendimentos, manutenções e operando os sistemas de abastecimento e tratamento de água. Segundo a empresa, apenas a loja de atendimento localizada em União dos Palmares foi impactada devido ao bloqueio realizado pelos trabalhadores.


