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Mortandade de peixes acende alerta ambiental na Lagoa Jequiá
Substância ainda desconhecida pode ter provocado prejuízo a pescadores e ameaça a principal área de reprodução da região
Centenas de peixes apareceram mortos na noite da última terça-feira (10) em um trecho da Lagoa Jequiá, no município de Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas.
O caso gerou preocupação entre moradores e trabalhadores da pesca, que dependem diretamente da lagoa para garantir sustento. Até o momento, a causa da mortandade não foi confirmada.
De acordo com pescadores da região, espécies como Piau (Leporinus obtusidens) e Tucunaré estão entre os animais encontrados às margens da lagoa, especialmente no trecho situado entre os povoados Mutuca e Paturais.
Imagens registradas por moradores mostram peixes espalhados na água e na vegetação próxima.
A pescadora Eliane Farias relatou em um video nas redes sociais, que muitos peixes tentaram escapar da água antes de morrer. Segundo ela, a área afetada funciona como berçário natural para diversas espécies. “É um prejuízo grande para quem vive da pesca. A lagoa é nosso sustento. Precisamos de respostas e fiscalização para entender o que aconteceu”, afirmou.
Eliane também lembrou um episódio ocorrido há cerca de cinco anos, quando o derramamento de melaço proveniente de uma usina teria provocado impacto ambiental semelhante na lagoa.
O chefe da unidade de conservação da Reserva Extrativista (RESEX) Jequiá da Praia, Augusto Morelli, informou que os primeiros registros da mortandade ocorreram por volta das 19h da terça-feira. Uma equipe técnica deve realizar a coleta de amostras da água e dos peixes para análise laboratorial, a fim de identificar possíveis indícios de contaminação ou alteração nos parâmetros ambientais.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMMARH) também confirmou que acompanha o caso e realiza apuração para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Enquanto aguardam os resultados das análises, pescadores e moradores cobram transparência e medidas preventivas para evitar novos episódios que comprometam o equilíbrio ambiental e a economia local.


