Agro

Sorgo ganha espaço na safra 2025/26 e desafia o milho safrinha

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil cultivou 1,632 milhão de hectares de sorgo na safra 2024/25

Por Redação* 11/02/2026 10h10
Sorgo ganha espaço na safra 2025/26 e desafia o milho safrinha
Plantação de Sorgo - Foto: Sandra Brito

O sorgo vem ampliando sua presença no campo brasileiro e se firma como uma das principais apostas para a safra 2025/26. Impulsionada por vantagens agronômicas, maior liquidez e novas frentes de mercado, a cultura deve ganhar área em meio aos desafios climáticos e à busca dos produtores por alternativas mais seguras na segunda safra.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil cultivou 1,632 milhão de hectares de sorgo na safra 2024/25. Para 2025/26, a projeção é de crescimento de 11,3%, podendo alcançar 1,816 milhão de hectares. Para especialistas do setor, esse avanço pode ser ainda mais expressivo, sobretudo em regiões onde o milho safrinha enfrenta riscos maiores devido ao encurtamento da janela ideal de plantio.

Segundo Pedro Lima, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing da Advanta Seeds, o sorgo surge como alternativa estratégica. Ele destaca que a cultura aproveita melhor a janela de semeadura, apresenta boa produtividade quando bem manejada e possui maior tolerância ao estresse hídrico e às altas temperaturas, por demandar menos água que o milho.

Outro fator que fortalece o cultivo é a evolução da liquidez. Se antes a comercialização era vista como obstáculo, hoje o mercado conta com contratos futuros e maior previsibilidade de preços, o que melhora a relação entre investimento e retorno. Além disso, a demanda pelo grão está mais diversificada. Tradicionalmente utilizado na ração animal, o sorgo também avança na produção de etanol e ganha espaço nas exportações, com destaque para o mercado chinês.

Regiões como MATOPIBAPA, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás concentram parte significativa do potencial de expansão, favorecidas por condições climáticas adequadas e maior nível de tecnificação. O desenvolvimento de novos híbridos e soluções de manejo também reforça a tendência de crescimento da cultura no país.

*Com informações do Notícias Agrícolas