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Impeachment do vice-presidente é recusado pela Câmara do Paraguai

Após a renúncia do presidente Santiago Peña, Pedro Alliana tem pedido de impeachment recusado

Por Redação 06/11/2026 13h01
Impeachment do vice-presidente é recusado pela Câmara do Paraguai
Pedro Alliana, vice-presidente do Paraguai - Foto: Reprodução


A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou, na quinta-feira (5), o pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana. A votação terminou com 48 parlamentares contrários à abertura do processo e 30 favoráveis. Com o resultado, a acusação foi arquivada.

A decisão ocorreu em meio à crise política e financeira que atinge o país, após o anúncio de renúncia do presidente Santiago Peña. A instabilidade teve início com o fechamento do banco Ueno, instituição que teve suas atividades suspensas após uma intervenção do Banco Central paraguaio por problemas nos índices de solvência.

Crise bancária provocou repercussão política


O caso ganhou proporções nacionais porque a instituição atendia aproximadamente 3 milhões de clientes, quase metade da população paraguaia. Com a suspensão dos serviços, milhares de pessoas ficaram impossibilitadas de acessar suas contas e movimentar o próprio dinheiro.

A situação também provocou questionamentos sobre a relação de Peña com o grupo empresarial responsável pelo banco. O presidente havia sido acionista da companhia controladora da instituição até março de 2025.

Diante das acusações e da pressão política, parlamentares também avançaram com o pedido de impeachment contra Santiago Peña, aprovado por unanimidade na Câmara, com 78 votos. O processo foi encaminhado ao Senado, responsável por analisar a acusação.

Vice-presidente pode assumir o comando do país


Com a rejeição do pedido de impeachment, Pedro Alliana permanece no cargo de vice-presidente e pode assumir a Presidência caso a saída de Santiago Peña seja efetivada.

A crise provocada pelo caso Ueno também levou à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, além de ampliar a pressão sobre as autoridades responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.

O episódio representa um dos momentos mais delicados da política paraguaia nos últimos anos, reunindo questionamentos sobre a gestão pública, o sistema bancário e a condução do governo.