Internacional
Líder supremo do Irã alerta EUA sobre possíveis ataques após eleições
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu os Estados Unidos a não realizarem ataques contra o país após as eleições. Segundo ele, os episódios recentes no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz expuseram a fragilidade do mito da invencibilidade americana.
“Se ainda restam aqueles que nutrem a mínima esperança de que ocorra uma mudança de atitude ou alterações nas facções partidárias do regime governante, ou aqueles que imaginam que, ao ceder às exigências dos EUA, será possível dissuadir o país de sua hostilidade contra o povo iraniano, estão muito enganados”, afirmou Khamenei em mensagem pelo aniversário da tomada da Embaixada dos EUA em Teerã, em 1979 — data celebrada no Irã como o Dia da Luta contra o Imperialismo.
O líder iraniano destacou ainda que a resposta de Teerã a qualquer nova agressão dos Estados Unidos será de uma “escala muito maior”.
“O estabelecimento do controle do Irã sobre o estreito de Ormuz e a destruição de bases militares norte-americanas em países da região foram uma resposta à agressão e aos crimes dos Estados Unidos durante a terceira guerra imposta”, pontuou Khamenei.
Segundo ele, as ações de Teerã integram uma luta contra o imperialismo que o Irã conduz por iniciativa própria na região. O aiatolá advertiu que, caso novas agressões ocorram, essa luta “adquirirá um alcance muito mais amplo”.
Khamenei também ressaltou que os acontecimentos no golfo Pérsico, especialmente no estreito de Ormuz, desmantelaram “o mito da invencibilidade dos Estados Unidos”.
No Irã, todo dia 4 de novembro, multidões se reúnem em frente à antiga Embaixada dos EUA para comemorar o aniversário da ocupação da sede diplomática em 1979 por estudantes universitários iranianos. O episódio ocorreu após denúncias de que a Casa Branca utilizava a missão diplomática para articular planos de derrubada da recém-criada República Islâmica do Irã.
O incidente resultou em ruptura total das relações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Em 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, que respondeu com represálias contra Israel e bases norte-americanas em diversos países do golfo Pérsico. Em junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar as hostilidades, mas, posteriormente, voltaram a trocar ataques. O conflito, até o momento, permanece sem solução.
