Internacional

Submarino alemão naufragado em 1917 ainda libera TNT no Mar da Dinamarca

Pesquisadores encontraram vestígios do explosivo em animais, sedimentos e na água próxima aos destroços

Por Redação 15/09/2026 15h03
Submarino alemão naufragado em 1917 ainda libera TNT no Mar da Dinamarca
Destroços do submarino UC-30 estão no Mar do Norte - Foto: Divulgação/Kathrine Juul Andresen

Um submarino alemão naufragado há mais de um século próximo à costa da Dinamarca voltou a chamar atenção devido aos impactos deixados no Mar do Norte. Pesquisadores encontraram vestígios de TNT em animais marinhos, sedimentos e na água ao redor dos destroços do UC-30.

O submarino afundou em abril de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, mas os restos da embarcação só foram localizados em 2016. Atualmente, a área é estudada pelo NorthSeaWrecks, projeto europeu que investiga os impactos ambientais provocados por antigos naufrágios no Mar do Norte.

Com apoio de mergulhadores da Marinha da Dinamarca, pesquisadores coletaram amostras de água, do fundo do mar e de animais marinhos em diferentes pontos próximos ao local do acidente. Imagens da região também foram registradas durante o trabalho.

Na época do naufrágio, o UC-30 transportava 27 tripulantes, além de 18 minas e seis torpedos. Os resultados da pesquisa indicam que materiais explosivos presentes na embarcação já alcançaram o ambiente ao redor.

Ainda não é possível determinar, porém, qual é a extensão da área afetada pela contaminação.

“Encontramos vestígios de TNT na vida selvagem, no fundo do mar e na coluna d’água. A poluição está definitivamente ocorrendo. A questão é qual a magnitude do efeito e a que distância do naufrágio a poluição impacta o ambiente marinho”, afirma a pesquisadora Katrine Juul Andresen, em comunicado.

A fonte da poluição parece estar inicialmente concentrada nas proximidades dos destroços. O temor dos especialistas é que a deterioração do submarino aumente a exposição das minas que permanecem no interior da embarcação.

Uma das possibilidades estudadas é retirar os explosivos do local. O procedimento, entretanto, seria caro e complexo.

Outra alternativa seria detonar as minas no próprio mar. A medida, porém, poderia provocar danos ambientais ainda maiores.

Diante das dificuldades, uma das alternativas consideradas mais viáveis é o uso de robôs submarinos para monitorar e mapear a região, além de localizar os destroços que apresentam maior risco.

Em um cenário mais avançado, os equipamentos poderiam ser utilizados para retirar as minas e transportá-las para locais mais seguros, onde seriam detonadas.

“Estamos tentando identificar as soluções mais suaves para o problema, pois infelizmente não há uma maneira fácil de resolvê-lo”, aponta Katrine.