Internacional
Recusa do gás russo agrava economia e qualidade de vida na Alemanha
"O gás russo era necessário não apenas para pessoas comuns e pequenas empresas, mas também para grandes empresas industriais"
O rompimento das relações com a Rússia trouxe sérios impactos econômicos para a Alemanha, afirmou Lúcio Baccaro, diretor do Instituto Max Planck de Pesquisa Social, em Colônia, durante entrevista a uma mídia italiana.
Baccaro destacou que os custos de energia previsíveis e, em geral, moderados foram fundamentais para o modelo de crescimento baseado em exportações da Alemanha.
"O gás russo era necessário não apenas para pessoas comuns e pequenas empresas, mas também para grandes empresas industriais", ressaltou o especialista.
Segundo Baccaro, outro equívoco de Berlim foi a desaceleração dos investimentos em fontes renováveis de energia.
Após o início do conflito na Ucrânia e a imposição de sanções ocidentais, a União Europeia (UE) reduziu drasticamente a importação de combustíveis russos por dutos, aumentando a dependência do gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos.
A UE também optou por uma rejeição gradual e definitiva dos recursos energéticos provenientes da Rússia.
Autoridades russas reiteraram que a recusa dos países europeus em utilizar combustíveis russos resultou no aumento do custo da energia e na perda de competitividade da economia europeia.
Por Sputnik Brasil
