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Mandante da morte do rapper Tupac é condenado à prisão perpétua nos EUA
Duane Davis cumprirá pena mínima de 40 anos pelo crime ocorrido em 1996.
Um tribunal do estado de Nevada, nos Estados Unidos, sentenciou o ex-líder de gangue Duane Davis, de 63 anos, à prisão perpétua pelo planejamento do assassinato do cantor e rapper Tupac Shakur. A decisão judicial proferida nesta terça-feira em Las Vegas estabeleceu um período mínimo de 40 anos de reclusão para que o réu possa pleitear o benefício da liberdade condicional, sob o risco de permanecer detido em definitivo caso o pedido seja indeferido.
A responsabilização criminal de Davis ocorreu após a constatação de sua liderança na organização do ataque a tiros registrado em setembro de 1996. Conforme a legislação local, o envolvimento direto na articulação e no fornecimento do armamento utilizado na ação configura crime de homicídio, independentemente de ter sido ele o autor dos disparos que atingiram o artista.
A apuração sobre o homicídio permaneceu sem solução por mais de duas décadas, sendo reaberta pelas forças policiais a partir de entrevistas concedidas pelo próprio réu a veículos de imprensa e de passagens descritas em sua obra autobiográfica lançada em 2019. O julgamento contou com a oitiva de dezenas de testemunhas ao longo de nove dias de sessões na corte norte-americana.
