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Raio e granizo deformam nariz de aeronave na Índia a mais de 5 km de altitude
A descarga elétrica e o impacto do gelo provocaram estragos estruturais severos no radome
Um voo da companhia aérea de baixo custo IndiGo, que partiu de Patna com destino a Lucknow, na Índia, enfrentou momentos de tensão na última quarta-feira (7). Ao cruzar uma forte tempestade a mais de 5 mil metros de altitude, o avião foi atingido por um raio e atingido por uma saraivada de pedras de gelo.
A descarga elétrica e o impacto do gelo provocaram estragos estruturais severos no radome, a cúpula de proteção localizada no nariz da aeronave, em um tipo de avaria considerado raríssimo por especialistas da aviação comercial. Apesar da gravidade do dano na parte frontal do jato, os pilotos mantiveram o controle e efetuaram um pouso seguro no Aeroporto Chaudhary Charan Singh. Todas as 110 pessoas a bordo, sendo 104 viajantes e seis membros da equipe de bordo, desembarcaram sem ferimentos.
O avião foi imediatamente apreendido pelas autoridades de aviação civil local e permanecerá em solo até a conclusão de uma inspeção rigorosa e dos devidos reparos.
Segurança e histórico
Incidentes críticos provocados por descargas elétricas são raros na aviação moderna. As aeronaves comerciais atuais contam com blindagens reforçadas em seus sensores, fiação e sistemas de navegação, projetadas para suportar e dissipar surtos eletromagnéticos sem comprometer a operacionalidade do voo.
O último acidente fatal registrado na aviação comercial decorrente de um raio ocorreu em dezembro de 1963. Na ocasião, o voo 214 da Pan Am, que cobria a rota entre San Juan (Porto Rico) e Filadélfia (EUA), sofreu uma explosão no ar após ser atingido pela eletricidade da tempestade. Desde então, as normas internacionais de segurança aeronáutica foram substancialmente aprimoradas para evitar tragédias semelhantes.
