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29 anos do Código de Trânsito mostram evolução da segurança nos veículos

De airbags e freios ABS a sistemas capazes de identificar riscos, tecnologias ampliaram proteção e assistência ao motorista nas últimas décadas

Por Assessoria 23/09/2026 10h10
29 anos do Código de Trânsito mostram evolução da segurança nos veículos
29 anos do Código de Trânsito mostram evolução da segurança nos veículos - Foto: Assessoria

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) completa 29 anos na próxima quarta-feira (23), em uma semana que também marca o Dia Nacional do Trânsito, celebrado em 25 de setembro. Desde que a legislação foi instituída, em 1997, a segurança automotiva passou por uma transformação que levou de equipamentos como airbags e freios ABS aos atuais sistemas de assistência à condução, capazes de monitorar situações de risco, alertar o motorista e, em determinadas circunstâncias, atuar para ajudar a evitar colisões.

Quando o atual CTB entrou em vigor, recursos hoje conhecidos pelos motoristas ainda não eram obrigatórios nos automóveis novos vendidos no Brasil. A exigência de airbags frontais e freios ABS avançou gradualmente e, em 2014, passou a alcançar todos os automóveis novos abrangidos pela regulamentação. Nos anos seguintes, o controle eletrônico de estabilidade também passou a integrar as exigências de segurança para as categorias previstas nas normas brasileiras.

A transformação não ocorreu apenas na quantidade de equipamentos disponíveis, mas também na forma como a tecnologia atua. Enquanto airbags e estruturas de proteção têm papel fundamental na redução das consequências de uma colisão para os ocupantes, sistemas mais recentes passaram a monitorar o ambiente ao redor do veículo e auxiliar o motorista antes de determinados impactos.

“Em quase três décadas, houve uma evolução importante na segurança dos veículos. Os recursos que protegem motorista e passageiros continuam fundamentais, mas hoje temos também sistemas que conseguem acompanhar situações ao redor do carro, emitir alertas e, dependendo da tecnologia, atuar diante de determinados riscos”, explica Rogério Almeida, gerente comercial da Renault Du Nort.

Da proteção à prevenção - A contribuição das novas tecnologias já é mensurada em estudos internacionais. Análises do Insurance Institute for Highway Safety (IIHS) apontam que a frenagem autônoma de emergência está associada a uma redução de aproximadamente 50% nas colisões traseiras registradas pela polícia. Nos casos com vítimas, a redução identificada chegou a 56%.

Esse tipo de recurso faz parte dos sistemas avançados de assistência à condução, conhecidos como ADAS. Entre eles estão o alerta de colisão frontal e a frenagem autônoma de emergência, além de tecnologias que auxiliam na manutenção da distância em relação ao veículo da frente, identificam automóveis posicionados em pontos cegos e ajudam diante de saídas involuntárias da faixa.

Modelos como Renault Kardian e Renault Boreal exemplificam essa geração de veículos ao incorporar, conforme versões e configurações, diferentes sistemas de assistência à condução e segurança.

“Antes, boa parte da tecnologia de segurança estava concentrada em proteger os ocupantes caso o acidente acontecesse. Hoje, essa proteção continua evoluindo, mas ganhou a companhia de recursos desenvolvidos para auxiliar o motorista a identificar e responder a determinadas situações antes de uma possível colisão. É uma mudança importante na forma como o veículo participa da segurança”, destaca Almeida.

Motorista permanece no centro - Apesar da evolução tecnológica, o comportamento de quem está ao volante continua determinante. O Anuário Estatístico 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado neste ano, mostra que a ausência de reação do condutor esteve associada a 11.469 sinistros nas rodovias federais, enquanto a reação tardia ou ineficiente apareceu em outras 10.799 ocorrências.

Os sistemas de assistência funcionam, portanto, como recursos complementares. Respeitar os limites de velocidade, manter distância segura, utilizar o cinto, evitar distrações e acompanhar as condições do trânsito permanecem responsabilidades do condutor.

“Os veículos ganharam recursos que seriam difíceis de imaginar quando o atual Código de Trânsito foi instituído. Mas nenhuma tecnologia elimina a responsabilidade de quem dirige. A evolução coloca mais ferramentas à disposição do motorista, enquanto atenção e condução responsável continuam indispensáveis”, finaliza Rogério Almeida.