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Alagoas entra em alerta com aumento de casos de síndrome respiratória grave em crianças
Pneumologista reforça importância da vacinação e do acompanhamento médico para evitar agravamento dos quadros
Alagoas está em alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O alerta consta no mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, que aponta tendência de crescimento dos casos no estado.
Diante do cenário, a pneumologista pediátrica Rita Silva reforça que a prevenção deve começar antes mesmo do surgimento dos sintomas. Para ela, manter a vacinação em dia e acompanhar a saúde respiratória das crianças são medidas fundamentais para evitar que infecções evoluam para quadros mais graves.
A vacinação contra a Influenza está entre as principais estratégias de proteção contra formas graves da doença. Em Alagoas, a oferta foi ampliada para a população a partir dos seis meses de idade. A proteção contra o VSR também é importante, especialmente para gestantes e crianças que fazem parte dos grupos indicados pelas autoridades de saúde.
“A vacinação é uma das principais formas de prevenção. Mas também é fundamental que os pais estejam atentos aos primeiros sinais e procurem avaliação médica quando perceberem que a criança está apresentando uma dificuldade respiratória ou uma piora do quadro”, explicou Rita.
A especialista destaca que crianças pequenas podem apresentar uma evolução mais rápida das doenças respiratórias. Por isso, sinais como respiração acelerada ou com dificuldade, cansaço excessivo, febre persistente, recusa alimentar e prostração devem ser observados com atenção. “Nosso trabalho médico é justamente tentar evitar que a criança chegue à doença grave, o que traz ainda mais riscos. O acompanhamento permite identificar precocemente alterações e orientar a família sobre a melhor conduta para cada caso”, afirmou.
Com o aumento dos casos de SRAG, a recomendação é simples: vacinas atualizadas, acompanhamento pediátrico e atenção aos sinais de agravamento. Essas medidas podem ajudar a reduzir o risco de complicações e hospitalizações entre as crianças e adolescentes.
