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TJAL determina que ex-presidente de ONG explique uso de prêmio recebido
Instituto Mandaver afirma que valores não chegaram à entidade
A Justiça de Alagoas determinou que Carlos Jorge da Silva Santos, ex-presidente do Instituto Mandaver, apresente explicações sobre o destino de R$ 56,8 mil recebidos como prêmio no programa Caldeirão do Huck, da TV Globo, em janeiro de 2020. O juiz Maurício Breda Filho estabeleceu prazo de 15 dias para a prestação de contas.
Carlos Jorge participou do quadro The Wall representando o instituto, sediado no bairro Vergel do Lago, em Maceió. Durante o programa, declarou que aplicaria o dinheiro em projetos sociais e mencionou a criação de um polo tecnológico na região.
A ONG entrou com ação alegando que não recebeu os valores e sustentou que o convite para o programa ocorreu em razão da atuação de Carlos Jorge como dirigente da entidade.
A defesa afirmou que a premiação foi concedida a ele como pessoa física e que, se fosse destinada juridicamente ao instituto, teria sido depositada diretamente na conta da organização. Também alegou que as falas sobre investir na ONG foram feitas sob pressão midiática e não criaram obrigação legal.
O juiz rejeitou esse argumento, destacando que a participação no programa ocorreu em função da representação da ONG e que as declarações públicas reforçaram o compromisso de aplicar os recursos em projetos sociais.
Carlos Jorge disse ter doado parte do prêmio a integrantes da entidade. Após o prazo para a prestação de contas, a Justiça analisará os pedidos de indenização e de exclusão dele do Instituto Mandaver.
