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Curta alagoano aborda corrupção política com gravações em Fernão Velho
Produção conta a história de um prefeito que usa de forma irregular verba pública destinada à festa de emancipação de uma cidade fictícia
Um curta-metragem produzido por profissionais alagoanos está sendo gravado no bairro de Fernão Velho, em Maceió. A produção acompanha a trajetória do prefeito Romualdo dos Prazeres, personagem interpretado pelo ator Chico de Assis, que administra a fictícia Cidade Formosa.
Na trama, o gestor consegue R$ 1 milhão em recursos federais para realizar as festividades de emancipação política do município. No entanto, utiliza o dinheiro de forma indevida e passa a enfrentar dificuldades para justificar os gastos realizados durante o evento.
Com uma abordagem cômica e provocativa, a obra pretende estimular a discussão sobre a utilização de recursos públicos, a honestidade e a responsabilidade na gestão do patrimônio coletivo. A produção também busca destacar a importância da participação da sociedade no acompanhamento e no enfrentamento da corrupção.
Baseado na dramaturgia de Flávio Costa, o roteiro é assinado por Naéliton Santos, Luciano Rodrigues e Carlos Henrique. Além da temática política, o filme pretende valorizar elementos da cultura alagoana e explorar as paisagens do estado como parte da narrativa.
Produção audiovisual em Alagoas
Para Chico de Assis, a realização do curta representa também uma oportunidade para fortalecer o mercado audiovisual alagoano e ampliar o espaço para profissionais que trabalham no estado.
O ator destacou o crescimento da produção cinematográfica fora dos grandes centros e afirmou que iniciativas como essa permitem que artistas e técnicos desenvolvam suas carreiras sem precisar deixar Alagoas em busca de oportunidades.
“A gente está vendo o Nordeste e todo o Brasil produzindo cinema. Especificamente aqui em Alagoas, tem se produzido muito audiovisual de qualidade e também formando novos profissionais.”
Segundo o ator, o formato escolhido também ajuda a aproximar o público da discussão proposta pelo filme. A história utiliza o humor para abordar um tema político e social, apostando em uma narrativa de compreensão mais simples e acessível.
Chico de Assis também ressaltou a adaptação da obra para o gênero da comédia e defendeu o potencial do humor para provocar reflexões enquanto entretém o público.
