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Sobreviventes de incêndios na França retornam e encontram casas destruídas
Mais de 220 mil pessoas foram retiradas; previsão é de alívio com tempestades
Moradores do sudoeste da França começaram a voltar para suas casas após os incêndios florestais que devastaram a região. Muitos encontraram apenas ruínas e lembranças reduzidas a cinzas. “Não sobrou nada”, relatou Raphael Fohanno, de 18 anos, ao ver o que restava da residência da família.
Mais de 23 mil pessoas foram retiradas de Biscarrosse e arredores, incluindo idosos e crianças em acampamentos de verão. O presidente Emmanuel Macron classificou a crise como a mais grave de incêndios florestais desde a Segunda Guerra Mundial, com cerca de 220 mil pessoas deslocadas em todo o país.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 550 bombeiros e 450 policiais atuaram no combate às chamas. Apesar de um grande incêndio próximo a Bordeaux ter sido controlado, as altas temperaturas continuam a preocupar. A previsão é que tempestades a partir de quinta-feira (30) tragam alívio, reduzindo os riscos no sudoeste.
Entre os relatos de perda, famílias reconheceram fragmentos de objetos pessoais nos escombros, como louças e presentes de casamento. “É muito difícil ver todas essas lembranças virarem fumaça”, disse Lucie Dubaquier, filha de uma das vítimas da destruição.
Na Espanha, incêndios também seguem ativos, especialmente em Castellón, onde mais de 10 mil hectares foram queimados e moradores ainda não puderam retornar. A situação evidencia como ondas de calor cada vez mais intensas têm provocado tragédias ambientais e humanas em larga escala.

