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Santa Casa reforça necessidade de doadores de sangue em Alagoas
Transfusões são indispensáveis para garantir a continuidade do tratamento e a qualidade de vida de pacientes da oncologia pediátrica
A doação de sangue desempenha um papel fundamental no tratamento de crianças com câncer. Durante a quimioterapia e outras etapas do acompanhamento médico, muitos pacientes precisam de transfusões para combater anemia, prevenir sangramentos e garantir que o tratamento seja realizado com segurança. Por isso, profissionais de saúde reforçam a importância da doação voluntária e regular para manter os estoques abastecidos.
Durante a quimioterapia, é comum que a produção das células sanguíneas seja comprometida, aumentando a necessidade de transfusões para evitar complicações e garantir a continuidade do tratamento. Como o sangue não pode ser produzido artificialmente, a doação voluntária continua sendo a única forma de abastecer os estoques dos hemocentros e hospitais.
De acordo com a assistente social do Serviço de Hemoterapia da Santa Casa de Maceió, Vanessa Fireman, a manutenção dos estoques é essencial para assegurar assistência contínua aos pacientes.
"As transfusões ajudam a manter o tratamento, prevenir complicações e proporcionar mais qualidade de vida às crianças. Manter os estoques abastecidos é fundamental para garantir assistência contínua e segura aos pacientes", destaca.
As transfusões podem ser necessárias em diversos momentos do tratamento, principalmente durante sessões de quimioterapia, após cirurgias, em casos de infecções, sangramentos ou quando exames apontam queda significativa nos níveis de hemoglobina e de plaquetas.
Entre os hemocomponentes mais utilizados estão:
Concentrado de hemácias, utilizado no combate à anemia e para melhorar a oxigenação do organismo
Concentrado de plaquetas, fundamental para prevenir e controlar sangramentos
Segundo Vanessa Fireman, a redução dos estoques de sangue pode comprometer diretamente o atendimento aos pacientes.
"A falta de doadores pode levar ao adiamento de transfusões e procedimentos importantes, aumentando os riscos para crianças que dependem desse suporte para continuar o tratamento com segurança."
A importância das doações é uma realidade vivida diariamente por Mariana de Melo Maya Gomes, mãe do pequeno Lucas, de 7 anos, paciente da Oncologia Pediátrica da Santa Casa Farol.
Ela relata que as transfusões passaram a fazer parte da rotina da família desde que o filho recebeu o diagnóstico de leucemia.
"No início do tratamento, a medula não funciona como deveria e ele ficou com uma anemia muito profunda, precisando frequentemente de transfusões de sangue. Em alguns momentos, também precisou receber plaquetas. Além disso, alguns ciclos da quimioterapia faziam a hemoglobina e as plaquetas caírem rapidamente, tornando necessária uma nova transfusão", relata.
Para Mariana, cada doação recebida foi decisiva para que Lucas pudesse continuar lutando contra a doença.
"Doar sangue para uma criança em tratamento oncológico é salvar a vida dela. Foi isso que aconteceu com o meu filho diversas vezes. Sem essas doações, como ele sobreviveria?"
Ela também destaca a necessidade de ampliar as campanhas de conscientização sobre a doação de sangue e o cadastro de doadores de medula óssea.
"Eu só descobri como funcionava o cadastro para doação de medula quando meu filho recebeu o diagnóstico. Infelizmente, já não tinha mais idade para me cadastrar. Talvez eu pudesse ajudar alguém, mas faltou informação. Por isso, esse assunto precisa ser divulgado para que mais pessoas conheçam e possam contribuir."
A assistente social da Santa Casa lembra que os estoques costumam registrar quedas em períodos de férias e feriados, mas a necessidade dos pacientes permanece constante.
"Os estoques costumam diminuir em períodos de férias e feriados, mas os pacientes continuam precisando de sangue todos os dias. Além de doar regularmente, cada pessoa pode incentivar familiares e amigos a fazerem o mesmo."
Outro ponto importante é que uma única bolsa de sangue pode beneficiar mais de um paciente, já que ela é fracionada em diferentes componentes, como hemácias, plaquetas e plasma, utilizados conforme a necessidade clínica de cada pessoa.
Quem pode doar sangue?
Podem doar sangue pessoas que:
Estejam em boas condições de saúde
Tenham entre 18 e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido realizada antes dos 60 anos)
Possuam peso mínimo de 55 quilos
Apresentem documento oficial com foto
Antes da coleta, todos os candidatos passam por uma avaliação clínica para garantir a segurança tanto dos doadores quanto dos receptores.
Em setembro, a Santa Casa de Maceió completa 175 anos de fundação. Reconhecida como um dos maiores complexos hospitalares de Alagoas, a instituição foi recertificada em 2026 com o selo internacional Qmentum Diamante, reconhecimento que atesta a excelência em qualidade assistencial e segurança do paciente.
O complexo hospitalar reúne unidades como a Santa Casa Farol, a Santa Casa Nossa Senhora da Guia e a Santa Casa Cancer Center, referência no diagnóstico e tratamento oncológico no estado. Além disso, oferece ambulatórios, pronto atendimento 24 horas, centro de diagnósticos, unidades de terapia intensiva e cirurgias de alta complexidade.

