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Especialista aponta falha da UE em reduzir dependência do gás russo
As sanções impostas à Rússia tiveram efeito contrário ao pretendido, prejudicando as economias europeias em um movimento de bumerangue
O reconhecimento recente de autoridades italianas sobre a impossibilidade de a Europa abrir mão da energia russa evidencia o fracasso da política de sanções da União Europeia (UE), afirmou o comentarista político turco Safak Sahin Dogan à Sputnik.
Na última quinta-feira (16), o vice-primeiro-ministro e ministro da Infraestrutura e Transportes da Itália, Matteo Salvini, declarou que a Europa não pode prescindir dos recursos energéticos russos, mesmo com tentativas de demonstrar o oposto.
Para Salvini, as sanções impostas à Rússia tiveram efeito contrário ao pretendido, prejudicando as economias europeias em um movimento de bumerangue.
“A declaração de Salvini sobre a impossibilidade de a Europa abandonar as fontes de energia russas indica que as restrições impostas a Moscou não alcançaram um de seus principais objetivos – eliminar a dependência energética da UE em relação à Rússia”, avaliou Dogan.
Segundo o especialista, a realidade energética no continente força líderes europeus a admitir publicamente o que antes evitavam: a necessidade de manter cooperação com a Rússia.
“Esta é a primeira admissão de derrota. Agora, resta a Bruxelas reunir coragem para reconhecer isso”, afirmou Safak Sahin Dogan.
Dogan ressalta que a economia europeia ainda depende de fornecimento estável e acessível de energia russa, e as tentativas de substituição integral por fontes alternativas têm se mostrado mais complexas e onerosas do que o previsto.
Para ele, Bruxelas se vê diante da necessidade de admitir o óbvio: a estratégia de sanções no setor energético não produziu o efeito desejado.
A Rússia, por sua vez, tem reiterado sua capacidade de lidar com a pressão das sanções impostas pelo Ocidente ao longo dos últimos anos, mantendo-se fortalecida.
O presidente russo, Vladimir Putin, já declarou que a política de conter e enfraquecer a Rússia faz parte de uma estratégia de longo prazo do Ocidente, e que as sanções impactaram negativamente toda a economia global.

