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Espanha aposta na juventude e Argentina confia em Messi na grande final

As duas seleções lideram o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e apresentam estilos semelhantes

Por Agência Brasil com Redação 17/07/2026 06h06
Espanha aposta na juventude e Argentina confia em Messi na grande final

O campeão da Copa do Mundo 2026 será conhecido neste domingo (19), no confronto entre Espanha e Argentina, às 16h, em Nova York. As duas seleções lideram o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e apresentam estilos semelhantes, tornando qualquer erro decisivo para o título.

Comentaristas da TV Brasil (EBC) analisam os pontos fortes e fracos de cada equipe, destacando diferenças importantes para a final.

Bruno Mendes ressalta que a seleção espanhola, conhecida como La Roja, é mais jovem, o que pode ser uma vantagem diante do calor nas partidas nos Estados Unidos. Mesmo com o estádio climatizado em Nova York, o clima exige preparo físico extra dos atletas.

"São dois times muito técnicos, mas a média de idade talvez faça essa diferença", avalia Mendes. "Pode favorecer a Espanha ter um time mais jovem que, em tese, tem melhores condições de enfrentar o calor. A Argentina vem de desgastes grandes nas últimas partidas, com duas prorrogações e um jogo anterior apertado. A Espanha não", pontua.

Por outro lado, a Argentina conta com jogadores mais experientes e com Lionel Messi, maior artilheiro da história das Copas e considerado o melhor jogador da atualidade. Messi é o principal articulador de jogadas e o trunfo para a seleção tentar o bicampeonato consecutivo e alcançar o tetracampeonato mundial – a equipe venceu a Copa em 2022, no Catar.

"Messi é o responsável pelas principais jogadas, conhece bem o time e lidera", destaca a comentarista e historiadora Rachel Motta, da TV Brasil, lembrando da atuação decisiva do craque nos dois gols da vitória sobre a Inglaterra. Ela ainda aponta a "raça" argentina, que representa comprometimento e entrega até o apito final, como outro diferencial.

Segundo Motta, "se nos basearmos nos números, será um confronto equilibrado": Espanha e Argentina já se enfrentaram 14 vezes, sendo uma em Copa do Mundo, com seis vitórias para cada lado e dois empates. "Mas a Argentina joga com raça, que é difícil de traduzir, por isso, é uma final em aberto", pondera.

Se vencer, a Espanha iguala o feito da seleção feminina de futebol, atual campeã mundial, e se tornará bicampeã. A seleção masculina espanhola conquistou a Copa apenas uma vez, em 2010, ao derrotar a Holanda por 1 a 0, na África do Sul.

Em campo, a Espanha contará com o jovem destaque Lamine Yamal, que faz sua estreia na competição. Curiosamente, há dezoito anos, Yamal apareceu em uma foto ao lado de Messi, então com 19 anos, durante uma campanha beneficente. Hoje, Yamal é o artilheiro da Espanha e terá a chance de enfrentar a lenda argentina na decisão.

O resultado da final deve refletir o ranking da Fifa, liderado pela Argentina, com a Espanha em segundo lugar. França e Inglaterra, que disputam o terceiro lugar no sábado, ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente. "A zebra não chegou na fase final", brinca Motta.

Além da taça, no domingo serão anunciados os prêmios individuais, como o Bola de Ouro (melhor jogador), Luva de Ouro (melhor goleiro) e Chuteira de Ouro (artilheiro). Messi lidera a artilharia, com oito gols, seguido por Kylian Mbappé, da França, que ainda pode superá-lo na disputa pelo terceiro lugar, sábado, às 18h, em Miami.

"Chegar a cinco finais seguidas é impressionante”, diz Lionel Messi.

Com outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à final.

Seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos - Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Maior Copa

Com a final em Nova York, chega ao fim a primeira Copa do Mundo realizada em três países – Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ampliou o número de participantes para 48 seleções, permitindo a estreia de equipes como Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que fez história ao parar o ataque da Espanha e não sofrer gols da agora finalista.

O Mundial foi marcado pela organização defensiva e eficiência. Se destacaram os times que conseguiram controlar a posse de bola sem descuidar da marcação, algo que faltou ao Brasil, eliminado nas oitavas de final. Contra-ataques rápidos e jogadas aéreas também foram decisivas nesta edição.

A próxima Copa será entre 8 de junho e 21 de julho de 2030, celebrando o centenário da competição. Os jogos ocorrerão na Espanha, Portugal e Marrocos, mas a América do Sul também receberá partidas em homenagem aos 100 anos do torneio. Uruguai, Argentina e Paraguai devem sediar os jogos iniciais do Mundial.

Copa feminina

Antes disso, em 2027, o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Será a primeira edição do torneio na América do Sul, reunindo 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho. Os jogos acontecerão em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.