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Justiça solta pai investigado por desvio de doações para filho em AL

Preso preventivamente desde janeiro, investigado deverá cumprir medidas cautelares, incluindo participação em grupo de apoio para dependentes em jogos de azar.

Por Redação 03/07/2026 08h08
Justiça solta pai investigado por desvio de doações para filho em AL
Tribunal de Justiça de Alagoas - Foto: Bianca Amâncio

A Justiça de Alagoas concedeu liberdade provisória, na quinta-feira (2), a João Victor dos Santos Oliveira, investigado por suspeita de desviar aproximadamente R$ 113 mil arrecadados em uma campanha solidária destinada ao tratamento do filho, Noah Gabriel. O processo seguirá em tramitação, e o investigado responderá às acusações em liberdade.

João Victor dos Santos Oliveira estava preso preventivamente desde janeiro de 2026. Conforme as investigações da Polícia Civil, ele é suspeito de utilizar grande parte do dinheiro arrecadado na campanha solidária em apostas virtuais. Segundo a apuração, restavam apenas R$ 300 na conta bancária criada para receber as doações destinadas ao tratamento de Noah Gabriel.

O caso ganhou grande repercussão em 2025. Morador de Murici, na Zona da Mata de Alagoas, Noah tinha 1 ano e 5 meses quando desenvolveu um quadro de pneumonia. As complicações da doença resultaram na amputação das mãos e dos pés da criança. A história mobilizou milhares de pessoas, que contribuíram financeiramente para que o menino pudesse receber próteses.


A defesa do investigado solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que a decisão havia sido fundamentada de forma genérica e sustentando que ele não representaria risco à ordem pública nem à instrução processual caso respondesse ao processo em liberdade.

Ao analisar o pedido, a juíza Paula de Goes Brito Pontes, da Vara de Ofício Único de Murici, substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Entre as determinações, João Victor deverá comparecer periodicamente à Justiça, está proibido de deixar a comarca por período superior a oito dias sem autorização judicial e deverá participar, durante pelo menos quatro meses, das reuniões do grupo Jogadores Anônimos (J.A.). As reuniões poderão ocorrer de forma virtual, desde que a participação seja comprovada perante o Judiciário.

O processo criminal continua em andamento e as investigações seguem para apuração dos fatos. Enquanto isso, o investigado permanecerá em liberdade, condicionado ao cumprimento das medidas impostas pela Justiça.