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Ancelotti detalha estratégia para utilizar Neymar como arma na Copa

Comissão técnica avalia que atacante ainda pode atuar em alta intensidade por cerca de 30 minutos e prioriza utilização em cenários específicos da competição.

Por Redação 03/07/2026 09h09
Ancelotti detalha estratégia para utilizar Neymar como arma na Copa
Neymar permaneceu no banco diante do Japão, apesar de ter sido preparado para entrar na partida. - Foto: Reprodução

O técnico Carlo Ancelotti revelou que Neymar esteve próximo de entrar em campo na vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, mas a mudança foi cancelada após a Seleção assumir o controle da partida. A estratégia da comissão técnica é preservar o camisa 10 para momentos decisivos durante a Copa do Mundo.

Após a classificação sobre o Japão, Carlo Ancelotti explicou que Neymar estava nos planos para entrar em campo durante o segundo tempo. Inicialmente, a substituição aconteceria entre os 60 e 65 minutos de jogo. Caso a partida fosse para a prorrogação, o camisa 10 também seria utilizado.


"Estávamos esperando o Neymar para a prorrogação. Falei com ele, ele entraria no minuto 60 ou 65. Empatamos o jogo e não queria mudar a estrutura porque a equipe tinha o controle do jogo", disse o treinador.

Com a reação brasileira e o crescimento da equipe durante a partida, a comissão técnica optou por manter a formação que vinha funcionando. Pouco depois, Martinelli marcou o gol da vitória nos minutos finais, tornando desnecessária a entrada do atacante.


Internamente, a avaliação é de que Neymar tem condições de atuar em alta intensidade por aproximadamente 30 minutos neste momento. A expectativa é que essa minutagem aumente gradativamente conforme sua evolução física ao longo da competição.

O principal desafio para a utilização do camisa 10, no entanto, é o encaixe tático. A comissão técnica considera Neymar uma opção para atuar centralizado no setor ofensivo e com menor participação nas funções defensivas.


Esse modelo difere da estrutura utilizada por Ancelotti, na qual jogadores como Matheus Cunha, Igor Thiago e Endrick exercem papel importante na recomposição defensiva e na pressão sobre o adversário, além de contribuírem para potencializar o desempenho de Vinícius Júnior.

Por isso, a entrada de Neymar depende de circunstâncias específicas, principalmente quando a Seleção precisa buscar o resultado e pode abrir mão de parte do equilíbrio defensivo em troca da capacidade de criação e decisão do camisa 10.


A estratégia deve ser mantida para o confronto diante da Noruega, marcado para domingo, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Neymar segue como uma das principais alternativas do Brasil para os momentos decisivos da Copa, mas sua utilização continuará condicionada ao cenário da partida e à evolução de sua condição física.