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Meta diz que liberou mapa de localização do Instagram por engano

Ferramenta em testes da Meta permitia o compartilhamento da localização entre usuários e motivou críticas nas redes sociais, além de um pedido formal de suspensão ao Ministério Público Federal.

Por Redação 11/06/2026 15h03
Meta diz que liberou mapa de localização do Instagram por engano
Recurso apareceu para usuários brasileiros na área de mensagens diretas do Instagram antes de ser retirado do ar. - Foto: Reprodução / Instagram

A liberação temporária de uma ferramenta de localização do Instagram no Brasil provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre privacidade e segurança digital. Após a reação dos usuários, a Meta informou que a disponibilização do recurso ocorreu por engano e afirmou trabalhar para corrigir a situação.

O recurso, conhecido como Instagram Map ou Friends Map, surgiu para parte dos usuários brasileiros na quarta-feira (10) e permitia visualizar informações de localização por meio de um mapa integrado à área de mensagens diretas da plataforma.


Ao acessar a função, identificada por um ícone de globo, os usuários podiam visualizar localizações associadas a publicações e stories compartilhados por outros perfis. Antes de ser removida, a ferramenta informava que o compartilhamento de localização dependia da ativação voluntária pelo usuário.


Em nota, a Meta afirmou que a liberação da funcionalidade ocorreu de forma acidental no Brasil e informou que trabalha para corrigir o problema.


A ferramenta não é inédita. Em 2025, usuários que tiveram acesso antecipado ao recurso já haviam manifestado preocupações relacionadas à privacidade. Na ocasião, a empresa declarou que o desenvolvimento incluía mecanismos de proteção, como controles para definir quem poderia visualizar a localização e opções para ocultar locais considerados sensíveis.


Nas redes sociais, entretanto, a repercussão foi majoritariamente crítica. Usuários demonstraram preocupação com a possibilidade de exposição excessiva da rotina e apontaram riscos relacionados à perseguição, monitoramento indevido e segurança pessoal.


A discussão também chegou ao meio político. A deputada federal Erika Hilton anunciou nesta quinta-feira (11) o envio de um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) para que a funcionalidade seja suspensa.


Segundo a parlamentar, a ferramenta pode representar riscos para mulheres, crianças, idosos e outros grupos considerados vulneráveis. Ela argumenta ainda que a exposição da localização pode afetar não apenas quem utiliza o recurso, mas também pessoas que convivem com usuários que optam por compartilhar sua posição.

De acordo com as informações divulgadas, o Instagram Map exibe a localização mais recente registrada durante o uso do aplicativo, diferentemente de sistemas de rastreamento em tempo real presentes em alguns aplicativos de mensagens. A Meta afirma que a função permanece desativada por padrão e exige autorização manual para ser utilizada.


O pedido protocolado pela deputada será analisado pelo MPF, enquanto a discussão sobre os limites entre conectividade, privacidade e segurança digital segue mobilizando usuários e especialistas nas redes sociais.