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Meta diz que liberou mapa de localização do Instagram por engano
Ferramenta em testes da Meta permitia o compartilhamento da localização entre usuários e motivou críticas nas redes sociais, além de um pedido formal de suspensão ao Ministério Público Federal.
A liberação temporária de uma ferramenta de localização do Instagram no Brasil provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre privacidade e segurança digital. Após a reação dos usuários, a Meta informou que a disponibilização do recurso ocorreu por engano e afirmou trabalhar para corrigir a situação.
O recurso, conhecido como Instagram Map ou Friends Map, surgiu para parte dos usuários brasileiros na quarta-feira (10) e permitia visualizar informações de localização por meio de um mapa integrado à área de mensagens diretas da plataforma.
Ao acessar a função, identificada por um ícone de globo, os usuários podiam visualizar localizações associadas a publicações e stories compartilhados por outros perfis. Antes de ser removida, a ferramenta informava que o compartilhamento de localização dependia da ativação voluntária pelo usuário.
Em nota, a Meta afirmou que a liberação da funcionalidade ocorreu de forma acidental no Brasil e informou que trabalha para corrigir o problema.
A ferramenta não é inédita. Em 2025, usuários que tiveram acesso antecipado ao recurso já haviam manifestado preocupações relacionadas à privacidade. Na ocasião, a empresa declarou que o desenvolvimento incluía mecanismos de proteção, como controles para definir quem poderia visualizar a localização e opções para ocultar locais considerados sensíveis.
Nas redes sociais, entretanto, a repercussão foi majoritariamente crítica. Usuários demonstraram preocupação com a possibilidade de exposição excessiva da rotina e apontaram riscos relacionados à perseguição, monitoramento indevido e segurança pessoal.
A discussão também chegou ao meio político. A deputada federal Erika Hilton anunciou nesta quinta-feira (11) o envio de um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) para que a funcionalidade seja suspensa.

Segundo a parlamentar, a ferramenta pode representar riscos para mulheres, crianças, idosos e outros grupos considerados vulneráveis. Ela argumenta ainda que a exposição da localização pode afetar não apenas quem utiliza o recurso, mas também pessoas que convivem com usuários que optam por compartilhar sua posição.
De acordo com as informações divulgadas, o Instagram Map exibe a localização mais recente registrada durante o uso do aplicativo, diferentemente de sistemas de rastreamento em tempo real presentes em alguns aplicativos de mensagens. A Meta afirma que a função permanece desativada por padrão e exige autorização manual para ser utilizada.
O pedido protocolado pela deputada será analisado pelo MPF, enquanto a discussão sobre os limites entre conectividade, privacidade e segurança digital segue mobilizando usuários e especialistas nas redes sociais.


