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Daniel Vorcaro afirma não ter cometido ilegalidades à frente do Banco Master
Para ele, sua situação seria resultado de ações de adversários empresariais, que teriam "trabalhado por sua desgraça"
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ainda não compreende o motivo de sua prisão, segundo relatos de pessoas próximas. Essa percepção tem sido um dos principais obstáculos para a elaboração de um acordo de delação premiada junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo, interlocutores afirmam que Vorcaro sustenta ter atuado dentro das normas, tanto no âmbito financeiro quanto político. Para ele, sua situação seria resultado de ações de adversários empresariais, que teriam "trabalhado por sua desgraça".
Esse distanciamento da realidade é apontado como motivo para que as informações fornecidas à PF e à PGR sejam consideradas insuficientes, seletivas e pouco relevantes para um possível acordo de colaboração com a Justiça.
Um dos interlocutores relatou que Vorcaro acreditava que a contratação do escritório de Viviane de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, poderia intimidar seus opositores.
"Ele acreditava que Alexandre de Moraes era a pessoa mais poderosa do país e que era bom tê-lo por perto. A mera proximidade amedrontaria e neutralizaria seus adversários no mundo financeiro, sem que o ministro precisasse fazer nada de concreto em seu favor.”
Outras condutas de Vorcaro, como o pagamento de viagens e despesas do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro ou a compra de imóveis para o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também não são vistas pelo empresário como práticas imorais ou ilegais.


