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Papa Leão XIV nomeia primeira mulher leiga como chefe de Comunicação do Vaticano

Executiva de mídia mexicana María Montserrat Alvarado assumirá o comando do Dicastério para a Comunicação em novembro, sucedendo Paolo Ruffini.

Por Redação com agências 02/06/2026 13h01
Papa Leão XIV nomeia primeira mulher leiga como chefe de Comunicação do Vaticano
Papa Leão XIV nomeia primeira mulher não religiosa como chefe de Comunicação do Vaticano - Foto: Vatican Media/Divulgação

O papa Leão XIV realizou uma nomeação histórica para a Igreja Católica nesta terça-feira (2). A executiva de mídia mexicana María Montserrat Alvarado foi escolhida para comandar o Dicastério para a Comunicação do Vaticano, tornando-se a primeira mulher não religiosa (leiga) a assumir o posto de prefeita de um departamento da Cúria Romana.

Alvarado atua hoje como presidente e diretora de operações do serviço de notícias católico EWTN News e iniciará suas novas funções de maneira oficial no dia 1º de novembro, conforme o comunicado divulgado pela Santa Sé. Nascida na Cidade do México e com formação acadêmica concluída nos Estados Unidos, a executiva manifestou, em nota oficial, que recebe o cargo com o compromisso de servir ao Santo Padre no início de seu pontificado.

A escolha foi destacada pelo canal de notícias oficial do Vaticano como um passo de continuidade na reforma e modernização das estruturas administrativas da Cúria Romana. Esse movimento de abertura administrativa teve início sob o pontificado do papa Francisco, antecessor de Leão XIV. Alvarado ocupará a vaga que era de Paolo Ruffini, que em 2018 havia sido nomeado por Francisco como o primeiro leigo na história a liderar um dicastério.

O Dicastério para a Comunicação figura como uma das alas mais influentes e estratégicas do Vaticano. O departamento responde diretamente pelo gerenciamento da Sala de Imprensa da Santa Sé e pela coordenação de toda a rede de rádio, televisão, portais de internet e serviços de imprensa que distribuem conteúdos institucionais globais.

A presença de mulheres em cargos de alta relevância burocrática na Igreja vinha ganhando tração no final do pontificado do papa Francisco. Meses antes de falecer, em 21 de abril do ano passado, o antigo pontífice indicou duas freiras para postos do alto escalão como resposta ao que criticava como mentalidade chauvinista na instituição. Na época, a irmã Raffaella Petrini assumiu a Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano, e a irmã Simona Brambilla passou a chefiar o departamento de supervisão das ordens e congregações religiosas globais.