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Surto de Ebola pode barrar torcedores na Copa de 2026 nos EUA

Autoridades norte-americanas avaliam protocolos especiais para a seleção congolesa, enquanto torcedores seguem sem previsão de liberação.

Por Redação 20/05/2026 10h10
Surto de Ebola pode barrar torcedores na Copa de 2026 nos EUA
República Democrática do Congo enfrenta surto de Ebola em meio à preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026. - Foto: Reprodução/FIFA

O surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo pode impactar diretamente a participação de torcedores na Copa do Mundo FIFA 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O governo norte-americano já iniciou restrições de entrada para pessoas que passaram recentemente pelo Congo, Uganda e Sudão do Sul.

O avanço do surto de Ebola na África Central começou a gerar reflexos no cenário esportivo internacional. A República Democrática do Congo, classificada para a Copa do Mundo FIFA 2026, pode enfrentar dificuldades para levar torcedores aos Estados Unidos durante a competição.


Na última segunda-feira (18), entrou em vigor uma medida do governo norte-americano restringindo a entrada de imigrantes e viajantes vindos da RDC, de Uganda e do Sudão do Sul. A determinação foi emitida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) após o agravamento do surto de Ebola na região.

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a expectativa é que a seleção congolesa consiga disputar normalmente o torneio, mas os jogadores deverão seguir protocolos sanitários específicos ainda em elaboração.


“Esperamos que a seleção consiga comparecer e participar da Copa do Mundo”, afirmou um representante do governo norte-americano.


Até o momento, porém, autoridades indicam que não há previsão de flexibilização para torcedores vindos das áreas afetadas.

A preocupação internacional aumentou após a Organização Mundial da Saúde declarar o atual avanço da doença como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional”. O surto envolve a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existe vacina aprovada.


Na RDC, já foram registradas pelo menos 80 mortes suspeitas, oito casos confirmados laboratorialmente e 246 casos suspeitos na província de Ituri, região próxima à fronteira com Uganda. Já em Uganda, duas infecções confirmadas foram notificadas, incluindo uma morte na capital, Kampala.

De acordo com a OMS, surtos anteriores de Ebola apresentaram taxas de mortalidade entre 25% e 90%. A variante Bundibugyo possui letalidade estimada entre 25% e 40%, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras.


Enquanto autoridades sanitárias tentam conter o avanço da doença, o caso já começa a levantar debates sobre segurança, circulação internacional e impacto da crise sanitária em grandes eventos esportivos globais.