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Chuvas intensas acendem alerta para doenças respiratórias em crianças
Pneumologista aponta importância da prevenção de infecções respiratórias nos meses de maior umidade
Com a intensificação das chuvas no litoral de Alagoas, a combinação entre umidade elevada, mudanças bruscas de temperatura e maior circulação de vírus pode favorecer o agravamento de quadros como asma, rinite alérgica, bronquite e infecções respiratórias. Segundo a pneumologista pediátrica Rita Silva, da Hapvida Maceió, o período chuvoso exige atenção redobrada das famílias, principalmente porque o sistema respiratório infantil ainda está em desenvolvimento e reage com mais intensidade às alterações climáticas típicas desta época do ano.
“Durante os meses de chuva, as crises respiratórias podem se intensificar. A umidade favorece a proliferação de fungos, mofo e ácaros dentro de casa, enquanto as mudanças de temperatura irritam as vias aéreas das crianças”, explica a especialista.
A médica alerta que sintomas aparentemente simples, como tosse persistente, coriza frequente, chiado no peito, febre e dificuldade para respirar, precisam ser observados com atenção. Crianças com histórico de alergias ou doenças respiratórias crônicas estão entre as mais vulneráveis neste período.
Além do aumento da umidade, o hábito de manter ambientes fechados por causa das chuvas também contribui para a concentração de vírus e agentes alérgenos dentro de casa. Por isso, especialistas recomendam manter os espaços ventilados sempre que possível, evitar acúmulo de poeira, reforçar a limpeza de roupas de cama e reduzir objetos que acumulam ácaros, como tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia.
A lavagem nasal com soro fisiológico também aparece como uma importante aliada na prevenção, ajudando a manter as vias respiratórias limpas e reduzindo o desconforto causado pelo excesso de secreção. Em casos de agravamento dos sintomas, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Grupos mais vulneráveis
As crianças menores de dois anos estão entre os grupos que mais inspiram cuidados durante o período chuvoso, já que possuem o sistema imunológico ainda imaturo, o que aumenta o risco de complicações respiratórias mais graves.
As pessoas idosas também fazem parte do grupo de risco devido à redução natural da resposta imunológica com o avanço da idade.Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias e problemas respiratórios preexistentes também precisam de acompanhamento mais rigoroso nesta época do ano. “Esses pacientes apresentam maior risco de evolução para quadros respiratórios severos, especialmente em períodos de maior circulação viral e umidade elevada”, reforça Silva.


