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Novos estudos confirmam eficácia de pílula 7 vezes mais barata que Mounjaro

Estudo publicado na Nature Medicine mostra que medicamento preserva até 79% da redução de peso conquistada anteriormente com terapias injetáveis

Por CNN Brasil com *Redação 15/05/2026 15h03 - Atualizado em 15/05/2026 15h03
Novos estudos confirmam eficácia de pílula 7 vezes mais barata que Mounjaro
Mounjaro caneta - Foto: Reprodução/ Crédito: Shutterstock

Um novo estudo publicado nesta semana na revista científica Nature Medicine traz uma solução promissora para um dos desafios no tratamento da obesidade com canetas emagrecedoras: a manutenção do peso após a interrupção das injeções semanais.

O medicamento oral orforglipron, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, demonstrou ser eficaz em manter a maior parte da perda de peso em pacientes que pararam de usar agonistas de receptores de GLP-1 injetáveis, como a tirzepatida (Mounjaro) e a semaglutida (Wegovy).

O ensaio clínico de fase 3b acompanhou 376 participantes que já haviam perdido peso significativo utilizando terapias injetáveis por 72 semanas.

Ao migrarem para o comprimido diário de orforglipron, os resultados foram contundentes:

- Grupo ex-Tirzepatida: Manteve 74,7% da perda de peso original após um ano, comparado a apenas 49,2% no grupo que recebeu placebo;
- Grupo ex-Semaglutida: Manteve 79,2% da redução de peso, contra 38,4% registrados no grupo placebo.

"A transição para uma terapia oral pode ser a chave para a persistência no tratamento a longo prazo, eliminando barreiras como o custo, o armazenamento refrigerado e a preferência do paciente por não utilizar agulhas", aponta o estudo liderado por Louis Aronne.

A fabricante estima que o tratamento mensal custará cerca de US$ 149, o que equivalente a R$ 720, em sua dose inicial. O valor representa uma economia relevante em comparação ao Mounjaro, cujas aplicações mensais podem atingir US$ 1 mil, cerca de R$ 4,8 mil.

Impacto clínico

Além do peso, o orforglipron ajudou a sustentar melhorias em marcadores de saúde cardiometabólica, como pressão arterial sistólica, níveis de lipídios e controle glicêmico. O perfil de segurança foi semelhante ao das injeções, com efeitos colaterais predominantemente gastrointestinais de intensidade leve a moderada.

Diferente das canetas injetáveis de peptídeos, o orforglipron é uma pequena molécula não-peptídica. Isso permite que ele seja administrado via oral sem ser degradado pelo sistema digestivo, facilitando a adesão do paciente e reduzindo complexidades logísticas.

Fim do "efeito rebote"?


Pesquisas anteriores mostram que a interrupção abrupta de medicamentos como o Wegovy frequentemente resulta na recuperação de cerca de dois terços do peso perdido em apenas um ano.

O estudo ATTAIN-MAINTAIN sugere que o orforglipron pode atuar como uma "ponte" de manutenção, estabilizando o metabolismo e prevenindo o rápido ganho de peso.