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Esquema de R$ 2,8 mi em Maceió detalha uso de “rachadinha”

Investigação aponta divisão de tarefas e movimentações financeiras suspeitas

Por Esther Barros 27/04/2026 14h02
Esquema de R$ 2,8 mi em Maceió detalha uso de “rachadinha”
. - Foto: Ascom/MP AL

Novos detalhes da investigação que envolve o vereador José Siderlane de Araújo Mendonça revelam como funcionava o suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado mais de R$ 2,8 milhões na capital alagoana. 

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas e já foi aceita pela Justiça Eleitoral.

Segundo as apurações, o grupo formado por 16 pessoas,  teria atuado de maneira estruturada entre 2018 e 2025, utilizando cargos comissionados como base para a coleta de valores que seriam repassados de forma irregular.

A prática, conhecida como “rachadinha”, consistiria na devolução de parte dos salários por servidores vinculados ao gabinete.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal do Brasil, identificaram uma série de movimentações financeiras consideradas atípicas. Entre os elementos reunidos estão quebras de sigilo bancário, análises de dados financeiros, registros telemáticos e documentos apreendidos durante a operação.

Os dados indicam a realização de saques fracionados, transferências entre contas de diferentes envolvidos e uso de recursos para despesas pessoais e eleitorais não declaradas. Também foram apontados indícios de mecanismos utilizados para ocultar a origem dos valores, dificultando o rastreamento do dinheiro.

De acordo com o Ministério Público, a denúncia se apoia em um conjunto considerado consistente de provas, que inclui planilhas e registros detalhados de pagamentos.

O processo segue em tramitação na Justiça, com garantia do direito à ampla defesa e ao contraditório para todos os denunciados.

*Com informações Assessoria