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Lula critica falta de respeito à ONU por países fundadores
Lula ressaltou que a fragilidade da ONU fica evidente, sobretudo, diante dos acontecimentos envolvendo a questão da Palestina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países que criaram a Organização das Nações Unidas (ONU) não respeitam as decisões da entidade. A declaração foi feita nesta sexta-feira (17), durante coletiva de imprensa conjunta com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Lula ressaltou que a fragilidade da ONU fica evidente, sobretudo, diante dos acontecimentos envolvendo a questão da Palestina.
"Por que a ONU, quando surgiu, teve um papel importante no Estado de Israel, e hoje não consegue legalizar o Estado palestino?", questionou o presidente brasileiro.
O líder brasileiro também alertou para o avanço das grandes plataformas tecnológicas, que, segundo ele, impõem um novo tipo de colonialismo digital em um cenário sem regras claras.
Para Lula, a parceria entre Brasil e Espanha será fundamental para o desenvolvimento conjunto de projetos de inteligência artificial, fortalecendo a capacidade tecnológica dos dois países frente ao domínio das big techs.
O presidente reforçou ainda que o Brasil buscará acordos apenas com países dispostos a compartilhar tecnologia, assegurando que a soberania sobre os recursos nacionais permaneça exclusivamente brasileira.
Nesse contexto, Lula fez uma advertência enfática contra qualquer tentativa de interferência estrangeira nas reservas brasileiras de terras raras.
"Ninguém a não ser o Brasil será dono da nossa riqueza mineral", afirmou Lula.
Pedro Sánchez, por sua vez, destacou a relevância do acordo entre União Europeia e Mercosul, ressaltando seus impactos econômicos, comerciais e políticos.
O líder espanhol elogiou a gestão de Lula, apontando que é possível governar com crescimento econômico e redução das desigualdades. Sánchez também afirmou que a Espanha pretende avançar ao lado do Brasil nesse caminho.
Por fim, Sánchez sublinhou a importância da cúpula bilateral realizada em Barcelona — a primeira da Espanha com um país latino-americano — e classificou o Brasil como uma das principais democracias e um ator central no cenário global.
Por Sputinik Brasil

