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Projeto contra feminicídio ganha destaque em congresso de saúde
Iniciativa “Cadeira Vazia” alerta para violência contra a mulher durante evento nacional em Santos
O projeto “Cadeira Vazia”, voltado à conscientização sobre o feminicídio, foi destaque no Congresso de Secretários Municipais de Saúde, realizado na última semana em Santos. A iniciativa é promovida pela Companhia Ser Educacional e pelo Instituto Ser Educacional.
A ação busca chamar a atenção para a gravidade da violência contra a mulher por meio de um recurso simbólico: cadeiras vazias com capas vermelhas, acompanhadas de mensagens que representam mulheres vítimas de feminicídio.
Durante o evento, algumas cadeiras do auditório receberam a mensagem: “No COSEMP/SP, acreditamos em diálogo, diversidade e presença. Esta cadeira está vazia porque uma mulher teve sua voz silenciada pelo feminicídio. Esta é uma ação de conscientização contra a violência de gênero”.
A apresentação foi conduzida por Adriane Mendes, gerente de Governança Ambiental e Social da companhia. No palco, foi exibido um assento com adesivo vermelho e um QR Code que direciona para uma cartilha com informações sobre violência doméstica e canais de denúncia.
“Apresentar esse Projeto em um grande evento é, acima de tudo, um ato de responsabilidade social. Principalmente, porque reuniu gestores públicos e profissionais da saúde, pessoas essenciais na construção de políticas públicas e na promoção da vida”, afirmou Adriane.
“A cadeira vazia provoca, incomoda e convida à reflexão coletiva. Ela nos faz lembrar que o feminicídio não é um dado estatístico distante, mas uma realidade urgente que exige envolvimento da sociedade, do poder público, das instituições e das universidades”, acrescentou.
Além da apresentação, uma unidade do projeto foi doada à Secretaria de Saúde de Santos, com o objetivo de ampliar a conscientização em espaços públicos de grande circulação.
A iniciativa conta com parcerias do Instituto Banco Vermelho, Instituto Maria da Penha e Grupo Mulheres do Brasil, integrando o Programa Ser Mulher.
O programa também oferece bolsas de graduação digital gratuitas para mulheres vítimas de violência doméstica, além de apoio psicológico, suporte emocional e atendimento jurídico por meio de clínicas-escola e núcleos de prática jurídica.
*Com informações da Assessoria

