Nacional
Diarista compara facadas em casal a matar galinha durante reconstituição
Delegado afirma que suspeita demonstrou frieza no crime
Durante a reconstituição do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa Maria Clotilde, de 76, em Belo Horizonte, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, surpreendeu os investigadores ao comparar os golpes de faca que desferiu ao ato de “matar uma galinha”.
Segundo o delegado João Prata, chefe da Divisão Operacional do Depatri, a suspeita demonstrou frieza e preocupação apenas com aparência, como cabelo e unhas, durante o procedimento. Ele afirmou não acreditar em surto psicótico, classificando Paola como “dissimulada” e “plenamente imputável”.
A diarista confessou os assassinatos, alegando que a intenção inicial era apenas o roubo. Após o crime, circulou entre Belo Horizonte e Itabira, hospedou-se em hotel, fez compras e vendeu joias das vítimas. Ela foi presa no início de julho em um hotel de Itabira, acompanhada do filho de seis anos, quando planejava fugir para o Rio Grande do Sul.
Além de Paola, outros quatro homens foram indiciados por receptação qualificada, acusados de adquirir bens roubados do casal. O inquérito concluiu que a violência empregada foi incompatível com uma reação isolada e demonstrou extrema crueldade.

