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Ataque à usina de Bushehr no Irã eleva risco nuclear e confirma pior cenário
A Organização de Energia Atômica do Irã comunicou que a usina foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel, resultando na morte de um funcionário da instalação
O cenário em torno da usina nuclear de Bushehr, no Irã, evolui de acordo com as piores previsões, segundo afirmou neste sábado (4) Aleksei Likhachev, diretor-geral da corporação nuclear russa Rosatom.
Mais cedo, a Organização de Energia Atômica do Irã comunicou que a usina foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel, resultando na morte de um funcionário da instalação.
"Infelizmente, os eventos estão se desenvolvendo de acordo com o cenário mais indesejado. Como se diz, nossos maus pressentimentos não nos enganaram. A escalada do conflito na região do Golfo Pérsico está gerando consequências diretas. Houve um impacto no sistema de proteção física da usina, e foi registrada a primeira morte de um funcionário", declarou Likhachev a jornalistas.
O chefe da Rosatom acrescentou que ainda não está claro se o incidente foi acidental ou resultado de um ataque deliberado. "A probabilidade de um possível incidente nuclear com danos só aumenta a cada dia, e os acontecimentos de hoje confirmam isso", ressaltou.
Likhachev informou ainda que a fase principal da evacuação dos especialistas russos da usina teve início neste sábado, cerca de 20 minutos após o ataque. A retirada envolve 198 pessoas, transportadas por ônibus, em uma viagem que deve atravessar grande parte do território iraniano e durar entre dois dias e meio e três dias.
"Informamos, naturalmente, os serviços competentes de Israel e dos Estados Unidos. Somos muito gratos ao nosso Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério da Defesa e aos nossos serviços especiais por essa cooperação. Atuamos como um único mecanismo, apoiando uns aos outros", acrescentou.
Segundo Likhachev, o Irã está adotando medidas extensivas para garantir a segurança da rota de evacuação, em coordenação com autoridades de Yerevan, de onde os evacuados devem deixar o país.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanha de perto a situação na usina de Bushehr, com atenção especial às operações da instalação e à segurança dos cidadãos russos.
Por Sputnik Brasil


