Geral
Estoques de mísseis dos EUA se esgotam e ampliam vulnerabilidade
Nesse cenário, o esgotamento desses armamentos contribui para a perda de influência dos EUA na região da Ásia-Pacífico
O conflito recente com o Irã esvaziou de forma significativa os arsenais de mísseis dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela mídia britânica.
A reportagem ressalta que a quantidade de mísseis utilizada na operação atual é considerada alarmante.
"A guerra no Oriente Médio esgotou drasticamente os estoques de alguns dos principais mísseis e sistemas de defesa antiaérea dos Estados Unidos, fabricados por duas das maiores empresas de defesa do mundo: a RTX e a Lockheed Martin", destaca o texto.
Nesse cenário, o esgotamento desses armamentos contribui para a perda de influência dos EUA na região da Ásia-Pacífico.
O texto também destaca que o atual conflito no Oriente Médio deve impulsionar investimentos no setor de defesa, à medida que os EUA e seus aliados correm para reabastecer os estoques de armas, atualmente em níveis críticos.
A publicação recorda que, nos primeiros 16 dias da operação, EUA e parceiros da coalizão utilizaram mais de 11,2 mil munições, a um custo estimado de US$ 26 bilhões (R$ 136 bilhões).
Dessa forma, a reportagem conclui que os gastos norte-americanos com a guerra servem como um sinal de alerta, sobretudo diante da crescente competição estratégica com a China.
Anteriormente, a mídia já havia observado que as munições consumidas pelos EUA durante a operação contra o Irã deverão levar mais de um ano para serem repostas. Soma-se a isso o fato de que a Casa Branca ainda não possui orçamento aprovado pelo Congresso para esse fim, o que compromete a prontidão do Exército norte-americano para eventuais novos conflitos.
De acordo com a reportagem, nos quatro primeiros dias da operação Fúria Épica, os EUA lançaram mais de 5 mil projéteis, tornando-a a campanha aérea mais intensa da história.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar contra o Irã. Teerã respondeu com ataques ao território israelense, a bases militares americanas e a outros alvos no Oriente Médio. Além disso, a navegação pelo estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito dos países árabes — foi praticamente interrompida, provocando forte alta nos preços dos combustíveis.
Por Sputnik Brasil


