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Psicóloga da Sesau alerta que cansaço excessivo pode indicar adoecimento emocional

Sintoma persistente pode ser um sinal de alerta para buscar orientação de profissionais de saúde

Por Redação* 08/01/2026 11h11
Psicóloga da Sesau alerta que cansaço excessivo pode indicar adoecimento emocional
Psicóloga da Sesau alerta sobre a relação entre sintomas como cansaço excessivo e adoecimento emocional - Foto: Carla Cleto e Marco Antônio/Ascom Sesau

O mês de Janeiro Branco é voltado à conscientização sobre a importância da saúde mental. Dentro desse contexto, a psicóloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Tereza Cristina, chama a atenção para a relação entre o cansaço excessivo e possíveis quadros de adoecimento emocional.

Segundo a especialista, nem todo cansaço deve ser considerado normal. “O cansaço costuma melhorar com descanso e pausas. Já quando ele se mantém por dias ou semanas, mesmo após dormir, e vem acompanhado de desânimo, irritabilidade, dificuldade de concentração ou alterações no sono e no apetite, pode indicar adoecimento físico ou emocional”, destacou Tereza.

A psicóloga ressaltou ainda que o esgotamento não está ligado apenas ao indivíduo, mas também às condições de vida, ao ambiente de trabalho e às exigências sociais enfrentadas diariamente.

“A fadiga persistente pode estar relacionada à ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de Burnout, além de condições clínicas como anemia, alterações hormonais e distúrbios do sono. Esses adoecimentos, muitas vezes, estão atravessados por sobrecarga de trabalho, insegurança financeira, desigualdades sociais, racismo, machismo e ausência de redes de apoio, o que reforça a necessidade de uma avaliação integral”, alertou.

Tereza Cristina explicou que o estresse emocional frequentemente se manifesta fisicamente, com sintomas como dores de cabeça, tensão muscular, dores nas costas, desconforto no estômago, sensação de peso no corpo e exaustão constante.

“Essas são formas comuns de o corpo expressar um sofrimento psíquico. Essas manifestações corporais são, muitas vezes, respostas a um sofrimento emocional prolongado, produzido tanto por experiências individuais quanto por pressões sociais contínuas. Corpo e mente não estão separados, o que afeta um, impacta o outro”, ressaltou a psicóloga.

Quando procurar ajuda?


De acordo com Tereza Cristina, é fundamental procurar uma unidade de saúde quando o cansaço persiste por semanas, interfere nas atividades cotidianas, no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais, ou ainda quando vem acompanhado de sofrimento emocional, como tristeza constante, ansiedade intensa ou sensação de esgotamento total.

“Buscar ajuda cedo é uma forma de cuidado, não de fraqueza. Os serviços de saúde podem oferecer escuta qualificada, avaliação integral e, quando necessário, cuidado em rede, articulando diferentes pontos da atenção”, ensinou.

A psicóloga reforçou, por fim, que cuidar da saúde mental é uma responsabilidade individual e coletiva, envolvendo tanto escolhas do dia a dia quanto a construção de condições dignas de vida, trabalho e cuidado.

*Com informações da Ascom Sesau