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Trump diz que Venezuela usará dinheiro do petróleo para comprar produtos dos EUA

Presidente afirma que acordo prevê compras exclusivas de mercadorias americanas; governo venezuelano não confirmou

Por Redação com agências 08/01/2026 09h09 - Atualizado em 08/01/2026 09h09
Trump diz que Venezuela usará dinheiro do petróleo para comprar produtos dos EUA
Trump e Maduro - Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que a Venezuela teria assumido o compromisso de utilizar a receita obtida com a venda de petróleo para comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, sem confirmação oficial por parte do governo venezuelano.

Segundo Trump, o entendimento envolveria a destinação direta dos recursos do petróleo para a aquisição de mercadorias americanas, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos hospitalares e materiais para o setor energético e elétrico da Venezuela. De acordo com o presidente, o arranjo colocaria os Estados Unidos como principal fornecedor do país sul-americano.

Trump também afirmou que o dinheiro utilizado nessas compras viria de acordos relacionados à exploração e à comercialização do petróleo venezuelano, negociados entre os dois países. Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre os termos do suposto compromisso nem sobre sua formalização.

O governo da Venezuela não se pronunciou sobre as declarações e não confirmou a existência de um acordo que estabeleça exclusividade comercial com os Estados Unidos.

Mais cedo, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) informou que mantém negociações com autoridades norte-americanas para a venda de petróleo, destacando que as conversas seguem modelos já utilizados anteriormente, inclusive com a atuação de empresas dos EUA que continuam operando no país apesar das sanções.

Na terça-feira (6), Trump declarou que a Venezuela teria concordado em enviar até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, o combustível seria vendido a preço de mercado, com os recursos sob controle norte-americano para aplicação em ações relacionadas aos dois países.