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Sem doses, municípios de Alagoas suspendem aplicação da 2ª dose da CoronaVac

Previsão é de que cidades sejam contempladas a partir de sábado (08)

Por Redação com G1 Alagoas 06/05/2021 15h03
Sem doses, municípios de Alagoas suspendem aplicação da 2ª dose da CoronaVac
Foto: Reprodução

Por falta de repasse dos imunizantes do Ministério da Saúde, Maceió e outros 16 municípios de Alagoas estão com a aplicação da  2ª dose da vacina CoronaVac suspensa nesta quinta-feira (6). A informação foi confirmada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

A previsão é que os municípios sejam contemplados a partir de sábado (08), data prevista para a chegada de mais doses do Ministério da Saúde.

Em nota, a Prefeitura de Maceió disse que não haverá vacinação hoje (06). A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que aguarda o repasse do saldo necessário para retomar a vacinação da segunda dose.

A aplicação da 2ª dose da CoronaVac já foi suspensa em Maceió várias vezes por falta de doses. Por causa das suspensões, o intervalo ente as duas doses foi ampliado de 21 para 28 dias.

Segundo o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), 85 municípios com aprazamento de 28 dias vencidos ou a vencer até o último dia 3 receberam 22.500 doses entre o dia 30 de abril e 4 de maio.

De acordo com o presidente do Cosems/AL, Rodrigo Buarque, a população que não recebeu ainda a segunda dose não precisa se preocupar porque elas estão sendo liberadas pelo MS e sendo distribuídas, seguindo critério de aprazamento da primeira dose tomada e que não haverá prejuízo quanto à imunização, uma vez que há respaldo da própria bula da vacina.

AMA

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, solicitou a elaboração de um esclarecimento técnico por infectologista sobre a eficácia com prazo estendido de vacinação.

“O prazo ideal para aplicação da segunda dose é de 21 dias. A capacidade de produção do Instituto Butantan foi reduzida por falta de insumos, o que afetou o andamento da segunda dose. Por isso, nós precisamos de uma nota técnica conjunta, com um laudo de infectologista, que explique a eficácia da vacina mesmo sendo usada com um intervalo maior que 28 dias. Porque o nosso papel, neste momento, é explicar, orientar e acalmar a população de cada município, já que há uma aflição com relação ao ritmo da imunização”, disse o presidente da AMA.