Esportes
MP investiga segurança do estádio do ASA após confusão que teve invasão de campo
Apuração é sobre partida contra o Operário-MS, na qual o árbitro relatou brigas entre atletas e arremesso de objetos vindos da arquibancada, e o inquérito mira ASA, prefeitura e Federação Alagoana de Futebol
O Ministério Público de Alagoas abriu, nesta quarta (15), um inquérito civil pra investigar como funcionou a segurança da partida entre ASA e Operário-MS, disputada em 25 de fevereiro deste ano, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. A apuração ficou a cargo da 1ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, na área de Defesa do Consumidor.
O motivo da abertura do inquérito foi uma série de tumultos registrados ao fim do jogo, válido pela Copa do Brasil, incluindo invasão de campo e episódios de violência. Na súmula do jogo, o árbitro José Mendonça da Silva Júnior relatou confusão envolvendo atletas e comissões técnicas, além de citar diretamente a invasão de torcedores e o arremesso de objetos no gramado.
Com o apoio das imagens da partida, o juiz acabou expulsando cinco jogadores depois do apito final: o zagueiro Cristian Lucca, o atacante Wandson, o meia Sammuel e o atacante Keliton, todos do ASA, além do zagueiro Jonilson, do Operário-MS.
Quem está na mira da investigação
O procedimento aponta três partes como responsáveis a serem investigadas: o ASA, como clube mandante da partida, o Município de Arapiraca, dono e administrador do estádio, e a Federação Alagoana de Futebol, organizadora da competição. Segundo a portaria, o objetivo do MP é verificar se as obrigações de segurança previstas pra esse tipo de evento foram realmente cumpridas, e se houve alguma falha no serviço prestado aos torcedores presentes naquele dia.
Sobre as respostas já recebidas, a Federação Alagoana de Futebol informou que os fatos já são objeto de um processo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Já a CBF, segundo o documento, ainda não tinha respondido ao ofício enviado pelo Ministério Público até o momento da publicação.
O MP também segue aguardando retorno do 3º Batalhão da Polícia Militar e do próprio ASA. Foram requisitados diversos documentos, como relatórios de ocorrências, boletins policiais, o plano de segurança elaborado pro jogo, a relação de seguranças privados contratados e informações sobre a capacidade oficial do estádio.
O que foi pedido à prefeitura e ao Corpo de Bombeiros
A Prefeitura de Arapiraca tem 15 dias pra enviar o contrato ou instrumento de cessão de uso do estádio, laudos de vistoria sobre grades, acessos e iluminação, além de documentos que comprovem a regularidade do local junto ao Corpo de Bombeiros.
O próprio Corpo de Bombeiros também foi acionado, e precisa apresentar o Auto de Vistoria e o licenciamento do estádio válidos na data da partida, junto com a capacidade de público que estava oficialmente aprovada pro local.
Por fim, a Promotoria pediu ainda acesso às imagens das câmeras internas do estádio, com atenção especial ao período entre o apito final e o encerramento do evento, e reiterou o pedido de manifestação formal à CBF, agora com prazo de 10 dias pra resposta.


