Esportes
ONU manifesta apoio a Mbappé após declarações de senadora paraguaia
Órgão das Nações Unidas e governo paraguaio condenaram as publicações da parlamentar após a partida entre França e Paraguai pela Copa do Mundo.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou, nesta terça-feira (7), os ataques direcionados ao atacante francês Kylian Mbappé por uma senadora do Paraguai. As declarações, feitas nas redes sociais após o confronto entre França e Paraguai pela Copa do Mundo, também foram repudiadas pelo governo paraguaio.
O caso envolvendo o atacante Kylian Mbappé ganhou repercussão internacional após o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos se manifestar contra as declarações da senadora paraguaia Celeste Amarilla. Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o órgão classificou as publicações da parlamentar como "racistas" e "desprezíveis".
Segundo o porta-voz do Alto Comissariado, Thameen Al Kheetan, os ataques direcionados ao capitão da seleção francesa refletem um problema recorrente no esporte.
"As declarações racistas e desumanizantes dirigidas contra o jogador francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla são desprezíveis e, infelizmente, não são um caso isolado."
O representante da ONU acrescentou que episódios dessa natureza evidenciam um fenômeno mais amplo de discriminação que afeta o futebol e outras modalidades esportivas.
As publicações da senadora ocorreram após a vitória da França por 1 a 0 sobre o Paraguai, no último sábado, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mbappé marcou o único gol da partida e, depois do jogo, tornou-se alvo de uma série de mensagens ofensivas publicadas por Amarilla em suas redes sociais.
Entre as declarações, a parlamentar fez ataques de cunho racista e xenófobo ao jogador, além de defender agressões físicas contra o atleta após o confronto.
Na segunda-feira (6), Mbappé respondeu às publicações, classificando a senadora como "desprezível" e afirmando que ela é "indigna de seu cargo".
A repercussão também levou o governo do Paraguai a se posicionar oficialmente. Em nota, o Executivo repudiou as declarações da parlamentar e afirmou que elas não representam os valores defendidos pelo país, ressaltando o compromisso com o respeito, a igualdade e os direitos humanos.
O episódio reacende o debate sobre o racismo no futebol, tema que vem sendo alvo de campanhas promovidas por entidades esportivas e organizações internacionais, que defendem punições mais rigorosas para manifestações discriminatórias dentro e fora dos gramados.

