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Saiba por que Cáceres usa máscara e Jiménez faixa protetora na Copa

Lesões distintas explicam os equipamentos e revelam limites da proteção contra traumas

Por Redação 16/06/2026 17h05
Saiba por que Cáceres usa máscara e Jiménez faixa protetora na Copa
Saiba por que Cáceres usa máscara e Jiménez faixa protetora na Copa - Foto: Reprodução/ AP Photo/Natacha Pisarenko e Rebecca

Na Copa do Mundo de 2026, Sebastián Cáceres, do Uruguai, e Raúl Jiménez, do México, chamam atenção por atuarem com equipamentos de proteção diferentes. Ambos carregam marcas de lesões sérias que poderiam ter encerrado suas carreiras e que ajudam a explicar o uso desses acessórios.

Jiménez sofreu em 2020 uma fratura de crânio durante partida do Campeonato Inglês, precisou de cirurgia emergencial e ficou meses afastado. Desde então, utiliza uma faixa que cobre a região operada, funcionando como camada extra de proteção sobre o osso lesionado.

Cáceres, por sua vez, estreou no torneio com uma máscara preta que cobre parte do rosto. O defensor uruguaio sofreu em maio uma concussão cerebral, trauma ocular e fratura no arco zigomático, conhecido como maçã do rosto. A máscara, feita de materiais rígidos como fibra de carbono, distribui a força de impactos e permite que o atleta retorne antes da consolidação completa da fratura.

Segundo o neurocirurgião Helder Picarelli, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, tanto a máscara quanto a faixa funcionam como barreiras mecânicas, absorvendo parte da energia de choques leves e moderados. No entanto, nenhum desses equipamentos é capaz de impedir uma concussão cerebral, já que o cérebro pode se movimentar dentro do crânio após pancadas.

A preocupação com traumatismos cranianos e faciais cresceu nos últimos anos. Protocolos médicos foram endurecidos diante das evidências de que impactos repetidos podem causar problemas de memória, alterações cognitivas e até doenças neurodegenerativas, como a encefalopatia traumática crônica.

Assim, as proteções usadas por Cáceres e Jiménez não apenas simbolizam a recuperação individual dos atletas, mas também refletem a mudança de postura do futebol em relação à segurança diante de lesões graves na cabeça e no rosto.