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Brito, ex-zagueiro e campeão da Copa do Mundo de 1970, falece aos 86 anos
Ex-defensor da Seleção Brasileira estava internado com pneumonia e teve a morte confirmada pela família nesta quinta-feira (12)
O ex-zagueiro Brito, campeão da Copa do Mundo de 1970 com a Seleção Brasileira, morreu nesta quinta-feira (12), aos 86 anos. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador. Ele estava internado havia pouco mais de uma semana para tratamento de pneumonia.
A morte de Hércules Brito Ruas, conhecido nacionalmente como Brito, representa a despedida de um dos nomes mais importantes da história do futebol brasileiro. Coincidentemente, o falecimento ocorreu no mesmo dia da abertura da Copa do Mundo de 2026, competição que ajudou a eternizar sua trajetória dentro dos gramados.
Nascido na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Brito foi um dos pilares defensivos da seleção que conquistou o tricampeonato mundial no México, em 1970. Ao lado de Piazza, formou a defesa da equipe comandada por Mário Zagallo, considerada por muitos especialistas como uma das maiores seleções de todos os tempos.
Na campanha do título, encerrada com a vitória por 4 a 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, Brito também chamou atenção pelo excelente condicionamento físico, sendo apontado como um dos atletas mais preparados daquela edição do torneio.
Antes do histórico triunfo, o defensor já havia representado o Brasil na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra. Ao longo de oito anos vestindo a camisa da Seleção Brasileira, acumulou 60 partidas e conquistou também a Copa Roca de 1971.
Nos clubes, construiu uma carreira extensa e vitoriosa. Defendeu equipes tradicionais do futebol nacional, como Vasco da Gama, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico Paranaense.
O Vasco foi o clube em que teve maior identificação. Revelado pelo Cruz-Maltino, permaneceu por cerca de uma década na equipe e participou de conquistas importantes, como o Torneio Rio-São Paulo, além dos títulos internacionais do Torneio de Paris e do Troféu Teresa Herrera.
Brito deixa os filhos Leonídio e Patrícia, além de cinco netos. Sua trajetória permanece marcada como parte fundamental de uma das páginas mais gloriosas da história do futebol brasileiro.


