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Morre Tinto Brass, cineasta que marcou o cinema erótico europeu

Diretor italiano ganhou projeção internacional com produções provocadoras, como “Calígula” e “Salon Kitty”, que desafiaram padrões morais e causaram controvérsia

Por Redação 04/11/2026 16h04
Morre Tinto Brass, cineasta que marcou o cinema erótico europeu
. - Foto: Reprodução/Internet

O cineasta italiano Tinto Brass, conhecido por filmes que exploraram o erotismo e romperam convenções do cinema, morreu. Ao longo da carreira, o diretor construiu uma trajetória marcada por produções provocadoras, entre elas “Salon Kitty” (1976) e “Calígula”, obra que ficou conhecida pelas cenas explícitas de sexo e violência e enfrentou restrições em diferentes países.

Em “Salon Kitty”, Brass retratou um bordel de luxo em Berlim ligado à inteligência nazista. Já “Calígula” apresentou uma abordagem controversa da história do imperador romano, tornando-se um dos trabalhos mais conhecidos e polêmicos de sua filmografia.

Nascido Giovanni Brass, em 26 de março de 1933, em Milão, na Itália, ele adotou o nome artístico Tinto ainda na infância, inspirado no pintor Tintoretto. No início da carreira, teve contato com círculos cinematográficos de Paris durante o movimento da Nouvelle Vague e trabalhou como assistente de Roberto Rossellini no filme “O General della Rovere”, de 1959.

Na vida pessoal, teve dois filhos, Beatrice e Bonifacio, com Carla Cipriani, roteirista e colaboradora artística com quem manteve um longo relacionamento. Depois da morte dela, em 2006, casou-se, em 2017, com Caterina Varzi, advogada, psicanalista e atriz, que o acompanhou nos últimos anos.

Em 2010, o diretor sofreu uma hemorragia cerebral e precisou passar por um longo período de reabilitação. Mesmo diante dos problemas de saúde, recebeu em 2026 o Prêmio Pietro Bianchi, concedido pela União Nacional de Jornalistas de Cinema Italianos. Como não pôde comparecer ao Festival de Veneza, foi representado pela esposa.