Entretenimento
Paul McCartney revela crise e alcoolismo após fim dos Beatles
Cantor comparou o fim da banda à perda do único emprego que conhecia
Paul McCartney, 84, revisitou um dos períodos mais difíceis de sua trajetória após o fim dos Beatles, em 1970. O músico contou que passou a beber enquanto tentava entender como seguir a carreira sem John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
Ao falar sobre os meses seguintes à separação, McCartney comparou o encerramento dos Beatles à perda do único trabalho que havia conhecido até então.
“O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles terminaram, esse foi o único trabalho que você teve e, então, você não o tem mais. É como se tivesse sido demitido”, disse durante uma conversa com o diretor Judd Apatow, em Los Angeles, realizada após uma exibição especial do documentário “Paul McCartney: Man on the Run”.
Apatow comentou que aquele período parecia ter representado uma espécie de colapso para o músico. McCartney concordou e contou que começou a consumir álcool enquanto permanecia na Escócia com a família que havia formado recentemente.
“Eu comecei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. Ninguém ia me repreender por beber demais”, afirmou.
Inicialmente, o cantor disse que encarou aquele comportamento de maneira diferente.
“Foi muito divertido até deixar de ser”, contou.
APOIO DA FAMÍLIA
McCartney destacou a importância da família durante aquele período. Os filhos e Linda McCartney, sua esposa até a morte dela, em 1998, contribuíram para que ele deixasse aquela fase para trás.
Ao lado de Linda, o músico também iniciou uma nova etapa profissional. Em 1971, formou o Wings, grupo que permaneceu em atividade até 1981.
A criação da nova banda, porém, trouxe outros desafios. McCartney não queria simplesmente repetir a dinâmica dos Beatles e, por isso, evitou inicialmente apresentar músicas do antigo grupo em seus shows.
“Ficar sozinho foi muito assustador, porque eu sempre tive a união do grupo. Mas aí eu tive que descobrir como faria isso e tornar diferente”, afirmou.
RELAÇÃO COM JOHN LENNON
O músico também falou sobre a relação com John Lennon depois do fim dos Beatles. Os dois trocaram críticas e provocações públicas após a separação, mas McCartney afirmou que os conflitos não foram suficientes para apagar o carinho que mantinha pelo antigo parceiro.
“Eu amava John, amo até hoje e sempre vou amar. Não importava, como não importou, o que ele dissesse ou fizesse, porque eu o conhecia desde os 15 anos”, concluiu Paul McCartney.
