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Paul McCartney revela crise e alcoolismo após fim dos Beatles

Cantor comparou o fim da banda à perda do único emprego que conhecia

Por Redação 01/10/2026 15h03
Paul McCartney revela crise e alcoolismo após fim dos Beatles
Paul McCartney relembrou o período após o fim dos Beatles em 1970 - Foto: Reprodução/Instagram

Paul McCartney, 84, revisitou um dos períodos mais difíceis de sua trajetória após o fim dos Beatles, em 1970. O músico contou que passou a beber enquanto tentava entender como seguir a carreira sem John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.

Ao falar sobre os meses seguintes à separação, McCartney comparou o encerramento dos Beatles à perda do único trabalho que havia conhecido até então.

“O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles terminaram, esse foi o único trabalho que você teve e, então, você não o tem mais. É como se tivesse sido demitido”, disse durante uma conversa com o diretor Judd Apatow, em Los Angeles, realizada após uma exibição especial do documentário “Paul McCartney: Man on the Run”.

Apatow comentou que aquele período parecia ter representado uma espécie de colapso para o músico. McCartney concordou e contou que começou a consumir álcool enquanto permanecia na Escócia com a família que havia formado recentemente.

“Eu comecei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. Ninguém ia me repreender por beber demais”, afirmou.

Inicialmente, o cantor disse que encarou aquele comportamento de maneira diferente.

“Foi muito divertido até deixar de ser”, contou.

APOIO DA FAMÍLIA


McCartney destacou a importância da família durante aquele período. Os filhos e Linda McCartney, sua esposa até a morte dela, em 1998, contribuíram para que ele deixasse aquela fase para trás.

Ao lado de Linda, o músico também iniciou uma nova etapa profissional. Em 1971, formou o Wings, grupo que permaneceu em atividade até 1981.

A criação da nova banda, porém, trouxe outros desafios. McCartney não queria simplesmente repetir a dinâmica dos Beatles e, por isso, evitou inicialmente apresentar músicas do antigo grupo em seus shows.

“Ficar sozinho foi muito assustador, porque eu sempre tive a união do grupo. Mas aí eu tive que descobrir como faria isso e tornar diferente”, afirmou.

RELAÇÃO COM JOHN LENNON


O músico também falou sobre a relação com John Lennon depois do fim dos Beatles. Os dois trocaram críticas e provocações públicas após a separação, mas McCartney afirmou que os conflitos não foram suficientes para apagar o carinho que mantinha pelo antigo parceiro.

“Eu amava John, amo até hoje e sempre vou amar. Não importava, como não importou, o que ele dissesse ou fizesse, porque eu o conhecia desde os 15 anos”, concluiu Paul McCartney.