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Mãos que sustentam a cultura alagoana ganham rosto, nome e forma em Maceió

Por Assessoria 24/08/2026 13h01
Mãos que sustentam a cultura alagoana ganham rosto, nome e forma em Maceió
Na mesma cerimônia de abertura da exposição Mãos que Fazem Alagoas, Daniel Silva lança seu novo livro Raízes que me Restam. - Foto: Assessoria

De 1° a 06 de setembro de 2026, o Museu Palácio Floriano Peixoto, localizado na Praça dos Martírios, no Centro de Maceió, recebe a exposição "Mãos que Fazem Alagoas". São fotografias que mostram, em close extremo, o trabalho invisível que sustenta o Guerreiro, o Bumba-meu-boi, o Mamulengo e a luteria popular em Alagoas. A abertura oficial é no dia 1º, às 10h, com a presença dos quatro mestres e do fotógrafo Sávio Tavares.

Os quatro protagonistas do ensaio são Vânia Oliveira, Patrimônio Vivo de Alagoas, há mais de quarenta anos na confecção do chapéu de Guerreiro e na coordenação de oficinas de reaproveitamento na Associação dos Artesãos Criativos de Alagoas (AACAL); Thales Rodrigo, decorador e desenhista de diversos Bumba-meus-bois, que projeta cada boi no papel antes de adeceçá-lo; Daniel Silva, psicólogo, escritor, artesão, ator e membro da Trupe Canguelê, que levou o Mamulengo alagoano e sua técnica em recicláveis a Portugal e Rússia; e Dalmo Almeida, luthier popular que constrói instrumentos de percussão a partir de resíduos coletados na Lagoa Mundaú e coordena há catorze anos o Batuque Mundaú, instituição que trabalha com jovens em situação de vulnerabilidade social. O eixo do ensaio é o conceito do fotolivro que acompanha a exposição: fotografar o gesto, não o objeto. A mão que dobra o papelão, que adereça o boi, que modela o rosto de um Mamulengo, que curte o couro e afina o tambor é a que entra em quadro antes da peça final.

No mesmo dia, o pesquisador Daniel Silva lança o fotolivro Mãos que Fazem Alagoas: saberes, ofícios e memórias, em edição física, comercializada a um valor simbólico promocional de lançamento, com versão digital distribuída gratuitamente após o evento. O projeto também inclui o mini-documentário “Mãos que Fazem Alagoas”, disponível em

que amplia o ensaio em uma narrativa fílmica de cerca de treze minutos. A exposição ficará aberta ao público de 1° a 06 de setembro, das 9h às 14h, de segunda à sexta-feira, com entrada gratuita.


O livro que atravessa os folguedos


Na mesma cerimônia de abertura da exposição Mãos que Fazem Alagoas, Daniel Silva lança seu novo livro Raízes que me Restam. Um romance sobre herança e luto que aborda o que o corpo carrega quando a mente recusa-se a carregá-lo. Fala também sobre as culturas populares alagoanas que persistem, não apesar do esquecimento, mas dentro dele. Aborda ainda de uma travessia que só é possível quando não há mais como recuar. Enraizado na cultura popular de Alagoas, nos folguedos, nos mestres, nos brincantes, nas vozes antigas que sustentam o mundo mesmo quando quase ninguém as percebe, este é um livro que começa e termina com uma partida e apresenta, de forma leve, os folguedos alagoanos. O livro, na semana do lançamento, custará apenas sessenta reais e também estará disponível na Amazon em versão digital no link https://amazon.com.br/dp/B0GZD... Silva é designer gráfico, psicólogo e artesão bonequeiro e oficineiro de Teatro de Bonecos Mamulengo. É membro colaborador da Trupe Canguelê desde 2021, com passagens por Portugal e Rússia. É autor do livro didático "Raízes da Cultura: conhecendo os folguedos alagoanos". Em 2026, publica o romance Raízes que me Restam e o fotolivro documental Mãos que Fazem Alagoas, este último contemplado pelo edital 14/2025 da Secretaria de Cultura de Alagoas.