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Rocha de 3,5 bilhões de anos pode guardar sinais de vida na Terra

O estudo encontrou estruturas compatíveis com antigas comunidades de microorganismos em formação rochosa

Por Redação* 24/08/2026 13h01
Rocha de 3,5 bilhões de anos pode guardar sinais de vida na Terra
Análise de rochas da Índia identificou carbono de origem biológica e cristais que permitiram determinar quando o material se formou - Foto: Reprodução

Cientistas encontraram em uma formação rochosa no leste da Índia evidências que podem estar entre os sinais mais antigos de vida na Terra. A análise indica que comunidades de microrganismos já existiam há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando o planeta tinha pouco oxigênio e intensa atividade vulcânica.

Publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o estudo analisou o chert de Bhitardari, localizado no Cráton de Singhbhum, uma das regiões mais antigas da crosta terrestre.

Os pesquisadores identificaram camadas microscópicas de material rico em carbono intercaladas com sílica, estrutura compatível com os chamados tapetes microbianos. Análises químicas também indicaram que o carbono fazia parte da própria rocha e resistiu às transformações geológicas ao longo de bilhões de anos.

A idade foi estimada a partir de cristais de zircão encontrados nas mesmas camadas. A datação pelo método urânio-chumbo apontou 3,497 bilhões de anos, com margem de aproximadamente cinco milhões de anos.

Embora existam estudos que apontem possíveis sinais de vida ainda mais antigos, muitos deles foram datados de forma indireta. A relevância da nova pesquisa está justamente na combinação entre os indícios compatíveis com atividade biológica e uma datação diretamente relacionada à formação rochosa que preservou o material.

*Informações de Metrópoles Ciência