Eleições 2026
Com "pressão" de Lira, JHC chega a 10 prefeitos; Renan Filho tem 89
Antes da aliança com Lira, JHC tinha o apoio de quatro prefeitos
A aliança com Arthur Lira (PP) começou a produzir efeitos para JHC (PSDB) no mapa de apoio dos prefeitos de Alagoas nas eleições deste ano. Depois de fechar com o deputado federal, em 15 de agosto, o ex-prefeito de Maceió aumentou sua base para dez, incluindo as que são ligadas ao candidato a senador.
Hoje, segundo a atualização mais recente do levantamento feito pelo blog do Edivaldo Junior, JHC conta com Rodrigo Cunha, em Maceió; Bebeto Barros, em Girau do Ponciano; Gilson Tenório Cavalcante, em Inhapi; Silvana Cavalcante, em Flexeiras; Henrique Alves, na Barra de São Miguel; Bueno Higino, em Coité do Nóia; Júnior Tuté, em Satuba; Francis Correia, em Santa Luzia do Norte; e Bruno Feijó, em Boca da Mata e Manoel Tenório, em Quebrangulo.
Antes da aliança com Lira, JHC tinha o apoio de quatro prefeitos. O avanço é real, mas não muda o quadro geral da disputa. Renan Filho segue com ampla vantagem entre os prefeitos e teria hoje 89 apoios nos 102 municípios de Alagoas.
Outros três prefeitos, todos do PP, aparecem como indefinidos neste momento, embora interlocutores do MDB avaliem que o pré-candidato do partido esteja à frente também nesses casos. O blog vai não vai revelar o nome deles por enquanto.
A mudança no mapa ocorreu porque Arthur Lira, mesmo após sinalizar que sua base estaria liberada para apoiar quem quisesse na disputa pelo governo, continua pressionando aliados a adiar anúncios ou a rever posições. Com isso, pelo menos uma prefeita que era tratada como apoio de Renan Filho passou para a coluna dos indefinidos.
A base de Renan Filho é formada principalmente por prefeitos do MDB. Dos 89 gestores alinhados ao pré-candidato, 67 são do MDB, 15 do PP, quatro do Republicanos, dois do PSB e um do PT.
Na prática, mais de 95% dos prefeitos de Alagoas já têm posição definida ou praticamente definida. JHC conseguiu melhorar seu número depois da aliança com Lira, mas a maior parte dos aliados do deputado federal já havia seguido outro caminho antes do acordo com o ex-prefeito de Maceió.
Essa demora ajuda a explicar o placar atual. Enquanto JHC ainda negociava a composição com Lira, Renan Filho consolidou apoios em várias regiões do interior, incluindo grupos municipais que poderiam ter ficado mais próximos da oposição. O exemplo mais importante é Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, segunda maior cidade de Alagoas.
Além de Luciano, Renan Filho também ampliou sua base com prefeitos ligados à família Pereira, como Pauline Pereira, de Campo Alegre; Peu Pereira, de Teotônio Vilela; Charles Pacheco, de São Sebastião e Marlan Ferreira, de Limoeiro de Anadia. Esses apoios reforçam a presença do MDB no Agreste.
O contraste é inevitável. JHC ganhou fôlego com Barra de São Miguel, Flexeiras, Satuba, Santa Luzia do Norte e Boca da Mata. Renan Filho, no mesmo período, consolidou Arapiraca e manteve a maioria absoluta dos prefeitos do Estado.
No eleitorado, JHC tem um ativo importante: Maceió, maior colégio eleitoral de Alagoas, com mais de 600 mil eleitores. Esse apoio dá peso ao palanque tucano, especialmente na capital e na Região Metropolitana. O problema é que, no interior, a diferença continua grande.
Renan Filho tem presença territorial. São dezenas de prefeitos espalhados pelos municípios, com vereadores, lideranças locais, bases organizadas e estrutura para campanha. Esse tipo de apoio não decide eleição sozinho, mas ajuda a abrir portas, organizar agenda, mobilizar palanques e dar capilaridade ao candidato.
A disputa pelos últimos apoios municipais virou uma corrida por detalhe. Para JHC, cada novo prefeito ajuda a reduzir a imagem de isolamento no interior. Para Renan Filho, manter algo perto de 90 prefeitos confirma a força da articulação feita com Paulo Dantas, Renan Calheiros, deputados estaduais e grupos regionais.
